quarta-feira, agosto 03, 2016

As mulheres e a energia sustentável para todos

Às vezes me pergunto: o IDEAL está no caminho certo? Vale a pena pensar no futuro? Existe consciência coletiva suficiente para propor e implantar projetos sustentáveis? Será que é isso mesmo que a sociedade quer? Se tudo que já fizemos nesses 9 anos do Instituto é tão importante, por que é tão difícil encontrar apoio?

Longe de ser um desabafo, o que escrevo é uma introdução provocativa de um projeto futurista e exitoso - o Instituto IDEAL. Quem nos conhece, sabe que trabalhamos na construção de uma consciência coletiva que entenda a importância de se ter uma matriz energética mais limpa e incorpore a ideia de um projeto de desenvolvimento sustentável para a América Latina.

São poucas as instituições comprometidas com causas que muitos pragmáticos chamam de perdidas. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) é uma delas. Seu recente estudo sobre a necessidade de mais mulheres estarem envolvidas no programa do SE4ALL (Sustainable Energy for All) na América Latina comprova o compromisso. Segundo o banco, a representação das mulheres latinas é mínima: apenas 15% atuam na área técnica.

Um estudo anterior, de 2012, do próprio BID, já mostrava a importância das mulheres no setor energético por diversos motivos: bom desempenho, capacidade de liderança e aumento de rentabilidade para as empresas do setor energético. Outro dado que chama a atenção no estudo é que as mulheres tendo o mesmo nível de educação, idade e responsabilidade funcional -  pasmem - ganham menos 17% que os homens.

Acesse e saiba mais http://blogs.iadb.org/energia_es/2016/07/26/capacitar-a-las-mujeres-proveer-energia-al-mundo/

Um comentário:

Fernanda Sousa disse...

Oi Mauro, muito bom esse artigo ressaltar a importância da mulher no segmento de energia, assim como no mercado de trabalho. Olha, não sei se entrei nesta pesquisa (acredito que não), mas trabalho há quase 14 anos nessa área e realmente percebi que para nós o desafio ainda é maior, sobretudo porque, de fato, nosso salário é sempre abaixo dos nossos pares que executam o mesmo trabalho ou até mesmo desenvolvem projetos menos complexos e tem menos experiência profissional que nós. Realmente é muito injusto e acredito que isso vai demorar para se reverter, mas fico feliz em ver que tenho colegas como você que exaltam a necessidade de igualar os direitos...é uma luta e não podemos desistir, mas para ter mais qualidade de vida e poder aplicar melhor os meus conhecimentos, resolvi fundar minha própria empresa. Um grande abraço. Fernanda Sousa (SATIS Energias Renováveis)