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terça-feira, agosto 30, 2011

Exportar pellets, por que não?

Em Curitiba, na Federação das Indústrias do Paraná, biomassa e energias renováveis foram os temas apresentados na semana que passou. Estive lá e pude constatar como exploramos pouco o potencial que temos. Só de resíduos não aproveitados das florestas plantadas poderíamos nos tornar num grande exportador de pellets. A Europa, por exemplo, consome 10 milhões de ton/ano de pellets para produzir energia e calor para o aquecimento das casas no inverno europeu. Temos tudo para atender esse mercado basta apenas dar uma destinação econômica aos resíduos florestais transformando-os em pellets.

PS- pellets parece uma ração de cachorro. Também lembra uma capsúla ou um caroço de azeitona. Feito com sobra de madeira triturada, seca, para tirar toda a umidade, e prensada. Esse processo lhe dá alto poder calorífico, facilidade de transporte e manuseio.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Quanto mais árvores plantadas melhor

Plantar árvores além de uma atividade econômica é também uma forma natural e eficiente de se sequestrar carbono. Está comprovado que as árvores sequestram 17 vezes mais carbono que qualquer outra atividade agrícola. Na contra mão da ciência nosso Congresso. O novo código florestal, que saiu da Câmara e está no Senado, prevê a redução de áreas florestais para aumentar a atividade agropecuária em regiões de preservação como margens de rios. Acabo de chegar de Curitiba onde na Federação da Indústria do Paraná ocorre a Feira BioTech. As novidades da indústria da madeira, da biomassa, da reciclagem e das energias renováveis estavam presentes. Na volta, de noite e com chuva, a realidade: uma BR 101 tomada por caminhões. A produção brasileira ainda é movimentada pelo mais ineficiente e poluidor meio de transporte. Até quando.....

segunda-feira, agosto 24, 2009

Biomassa residual

A agroenergia foi o grande tema do 4ºCongresso Internacional, semana passada em Curitiba. Um dos principais momentos, foi o lançamento do livro Agroenergia : perspectivas energéticas, socioeconômicas e ambientais, que teve o apoio da Itaipu Binacional e da FAO, orgão ligado a ONU, voltado para a agricultura e alimentos.

O livro é rico em informações e trás na sua apresentação um olhar diferenciado da fronteira Brasil, Argentina e Paraguai. Ao contrário do que é normalmente comentado, tráfego, violência e criminalidade, Jorge Samek, presidente da Itaipu e filho da região, destaca a importância de dois valiosos patrimônios naturais: solos férteis e muita água.

"Essas condições permitiram construir no Brasil - e mais precisamente no Oeste Paranaense - um dos mais promissores segmentos da economia rural brasileira, com milhares de pequenos produtores rurais, em sua maioria de caráter familiar, organizados na forma de cooperativas", comenta Samek.

Sou testemunha do progresso daquela região. Conheci experiências bem sucedidas que tratam da agroenergia como alternativa econômica, agregando valor a atividade rural, sem perder de vista o compromisso com o meio ambiente. E isso é mérito da Itaipu Binacional, promotora de um esforço de levar conhecimento, educação ambiental e apoio técnico às atividades agropecuárias ao redor do reservatório.

Nesse contexto, entra a agroenergia da biomassa residual, que vamos abordar em novas postagens.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Energia limpa e eficiência energética: boas novas

Uma das maiores cooperativas do Paraná, a Lar, com sede em Medianeira, apresentou hoje para seus associados, a parceria com Itaipu para transformar resíduos de aves e suínos em eletricidade. Para mim, em especial, foi um momento de muita satisfação participar de um dia histórico como este, na distante Medianeira. Além da questão ambiental e energética, estavámos diante de um projeto inovador que irá transformar o campo. O sistema em implantação, deverá produzir 0,2 mil megawatt/hora por mês. O que houver de excedente, será comprado pela Copel. O gás que será utilizado é o metano. Um dos principais causadores do efeito estufa e é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico. Associado a este projeto a Cooperativa Lar, vai também comercializar cerca de 20 mil créditos de carbono por ano, o que significa uma receita anual de 360 mil euros. Estes créditos serão comprados pela Zero Emissions, do grupo espanhol Abengoa.

Distante dali, em Brasília, o governo anunciou seu projeto de substituição de geladeiras para as camadas mais empobrecidas da população. Uma grande iniciativa social e energética. Este projeto que começou na Coelba, empresa de energia da Bahia, tem tudo para dar certo. O refrigerador antigo, que consome muita energia e gela muito pouco, vai ser recolhido e, em troca, o proprietário receberá um novo, com o selo de eficência energética. Menos consumo de energia, melhor aproveitamento da nossa indústria, mais conforto para a família. Um gol de placa.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Direto de Itaipú

.....em Foz do Iguaçu o calor é assustador. Acabo de chegar no hotel, depois de uma longa e proveitosa reunião com o presidente de Itaipú, Jorge Samek. O trabalho que vem sendo feito aquí, em energias renováveis, é exemplar. As iniciativas voltadas para a recuperação ambiental do reservatório e de agregar valor econômico as atividades agrícolas através da geração de energia descentralizada, utilizando energias renováveis, mostra a preocupação e o compromisso da direção de Itaipú com o desenvolvimento sustentável da região. Em razão deste trabalho pioneiro, fomos convidados a dar nossa contribuição, trazendo a experiência do Instituto IDEAL em energia solar, para os projetos em curso na área do reservatório. O sol, a partir do convênio que assinamos, além do forte calor que causa, vai também produzir energia.