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domingo, janeiro 19, 2025

O que esperar de Trump....

Dia 20 está chegando, Trump está de volta à Casa Branca. Os olhos do mundo estarão voltados para Washington/DC. Antes mesmo de tomar posse suas ameaças assustaram muita gente. Nada é por acaso,  obviamente, era essa sua intenção. Se colocou na vitrine gerando insegurança nos latinos, europeus, asiáticos e até mesmo nos próprios cidadãos americanos. Como todo jogador sabe que desestabilizar os outros faz parte do jogo.   

Seu governo já foi assim no passado, marcado por muita provocação e pouca realização. Agora em função do resultado eleitoral e de uma incerteza muita grande na política global, Trump rapidamente esticou a corda. Sem medir as consequências, incluiu na lista de suas prioridades provocar o Canadá, o México, a Groelândia e o Canal do Panamá. Sem falar nos 20 milhões de imigrantes que pretende mandar de volta pra casa sem conversa. 

Uma pauta totalmente sem sentido, mas que já atingiu seus objetivos. Ao botar em risco a ordem mundial, Trump trouxe a atenção de todos para a sua primeira semana de volta à Casa Branca. Para entender melhor sua movimentação, uma coisa é certa: não se trata do mesmo Trump de 2017. Na época Trump queria a América em Primeiro Lugar; agora quer o mundo aos seus pés. (*) 

Se vai levar adiante ou não suas bravatas, só o tempo vai dizer. Claro que o mundo mudou e a geopolítica também. A Ásia é a região que mais cresce no mundo. Os países criam acordos unilaterais e em blocos sem consultar o Tio Sam. O BRICs está se consolidando e novos países estão aderindo. A ideia de ser uma moeda alternativa ao dólar pegou. As redes sociais dependendo do uso que vão ter, poderão servir de instrumento para desestabilizar governos e ameaçar a democracia.     

Quem coloca com todas as letras essa preocupação é o senador por Vermont, Bernie Sanders. Bernie como é conhecido, senador desde 2007, foi pré-candidato a presidente pelo Partido Democrata em 2016 e 2020. Em recente entrevista sinalizou que o Trump de 2025 é mais assustador do que o de 2017. A "América First" foi substituída pelo "I' Am The World". Para Bernie a aproximação de Trump com Elon Musk e com Mark Zuckergerg, mostram isso. A dominação do mundo pelas redes sociais é uma ameaça real a democracia. O controle da informação é o que está em jogo. (**)

Se for isso mesmo, logo vamos saber. Ao meu ver as bravatas de Trump não vão prosperar, porque dão trabalho e criam resistência. Seus novos parceiros, Zuck e Musk, são movidos por dinheiro e quanto mais rápido melhor. Segundo Bernie eles entraram nesse jogo para aumentar suas riquezas pessoais, não estão ali para enfrentar mexicanos, panamenhos, canadenses e muito menos o frio da Groelândia. O que buscam é o apoio do presidente para seus obscuros e lucrativos negócios, comenta Bernie.

Assim é a humanidade, alguns seguem fiéis aos seus princípios e vão continuar lutando pela paz, defendendo a soberania dos países, o meio ambiente, a liberdade e os valores democráticos. Outros preferem pensar só em si, uma jornada nas trevas, sem brilho, encobrindo os malfeitos que fizeram ao longo da vida. Como legado um caminho tortuoso e enlameado. Sem nada para contar,  passaram pela vida carregando amargor e tristeza.

(*) Trump nunca foi um democrata, quando perdeu a reeleição para Biden em 2020, não reconheceu a derrota e levantou falsidades em relação ao resultado eleitoral. Nunca provou. Biden teve 77 milhões de votos e Trump 69 milhões. 

**) Bernie Sanders é uma lenda nos EUA. Um caso emblemático. Se elege senador sem sair de casa, só por sua coerência. Nunca abriu mão de suas bandeiras a proteção ambiental e climática.  No Partido Democrata, sua visão de mundo não é vista com bons olhos por seus pares. Com fama de encrenqueiro, Bernie incomoda por não abrir mão de suas convicções.      

       

  

  

 

terça-feira, janeiro 07, 2025

O Brasil a COP 30, a Aliança Global conta a Fome a Pobreza

                                      Brasil, depois do G20(11/2024) a COP 30 (11/2025)

Por mais que queiram minimizar o papel que o presidente Lula vem fazendo nas relações comerciais e políticas com o mundo, os fatos falam por si. A diferença é tão visível que nem mesmo a oposição se arrisca a atacar o governo. O melhor desempenho da balança comercial recentemente anunciado, é a prova disso. A imprensa internacional também tem destacado nosso bom momento. A mídia que costuma jogar contra, não quer se expor ao ridículo de enfrentar uma BBC, uma Deutsche Welle ou um Le Monde. Com certeza saímos bem na foto com o G20 e logo em seguida com o Acordo Mercosul e a  União Europeia.  

Sobre esse Acordo em particular, cabe um comentário:  se a gente olhar para o mundo vai ver que a toda poderosa Europa, parou no tempo. Está com a sua economia estagnada e sem um plano B. Se meteu numa guerra que achava que ia levar um mês e já está a caminho do seu terceiro ano. Não mediu a extensão da sua dependência energética da Rússia, acabou ficando sem gás para enfrentar o rigoroso inverno que se anuncia. Algo até então impensável para um europeu pode acontecer, pessoas morrerem de frio. Como se pode ver a guerra em si é o pior dos mundos, uma tragédia humana. 

Agora dá para entender melhor a vinda inesperada, ou desesperada, da presidenta da União Europeia, Ursula von der Leyen, na reunião do Mercosul nos últimos dias do ano passado, em Montevidéu. A Europa está literalmente acuada, não mantêm uma relação amistosa com a Ásia e não vai encontrar um Trump sorridente. Portanto, o Acordo firmado foi estratégico para os dois blocos. Ponto para a diplomacia brasileira e, em particular, para o presidente Lula o grande avalista desse Acordo. Claro que muitas coisas ainda vão acontecer, mas estamos no lado certo da história.

O Brasil tem se posicionado em fóruns internacionais, com muita firmeza pela paz. Nos afastamos completamente de qualquer compromisso com as guerras, optamos pela vida contra a Fome e a Pobreza, temas por nós incluídos na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, que será realizada no Brasil em Belém do Pará, em novembro de 2025. Um momento único, de visibilidade global, focado no futuro. Que exemplo estamos dando para esse mundo cheio de conflitos e incertezas, ao saber definir prioridades.