Mostrando postagens com marcador Bolsonaro e a vacinação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolsonaro e a vacinação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 16, 2021

XÔ ATRASO (xô é uma interjeição popular, termo usado para enxotar)

Ao longo da história muitas coisas acontecem num país. Alguns se desenvolvem melhorando a vida do povo. Outros crescem para poucos. Raríssimos são os que apostam no atraso. Um país atrasado não tem futuro. Comentar sobre isso em poucas linhas, que é o espaço que reservo para o blog, só buscando inspiração nos outros.

João Pereira Coutinho, escritor, doutor em ciência política, escreve na Folha toda terça-feira. Embora não concorde com muitas das suas ideias, continuo lendo seus artigos por dois motivos: foi professor do meu filho e venho lendo com frequência colocações distintas da minha para saber o que pensam. 

"Não existe almoço grátis", de 23/11, deveria ser lido por todos aqueles que se negam a receber a vacina. O professor Coutinho assim começa sua aula de cidadania: "Pobre Europa, foram 18 meses de inferno pandêmico, com confinamentos, infecções e mortes. Agora, que já existe vacina muitos não querem tomá-la, serão outros 18 meses de igual calvário?"

Por coincidência, no país do Pazuello e do Queiroga a discussão agora  é sobre o certificado de vacinação. É o assunto do momento e já está até no Supremo. No seu artigo o professor Coutinho também fala sobre isso, "Hoje, olhando para a experiência em Portugal ou na França, reconheço, contra a minha posição original, que o passaporte Covid. é o mal menor." Sem cinismo e sem invocar o nome de Charles Darwin em vão, não dá para aceitar que a liberdade de um possa pôr em risco a vida de terceiros, comenta o professor.

"É a ideologia, estúpido!", de 7/12.  Duas semanas depois, aparentemente angustiado com o assunto, Coutinho volta ao tema. E joga pesado: "Para a direita, a luta contra as vacinas significa a recusa da modernidade". De tudo que li e ouvi, a recusa da modernidade foi a melhor definição da onda que tomou conta de  uma pequena parcela da nossa sociedade: os que negam a ciência e acreditam que a terra é plana. 

Uma nação atrasada é o pior dos mundos para os seus filhos. Ainda mais quando se trata de saúde pública, de uma pandemia que já levou mais 617 mil vidas e nos deixou uma economia estagnada. Se por um lado a economia não reage, foi graças ao esforço do Consórcio de Veículos de Imprensa, criado no ano passado, nos  informando diuturnamente, que estamos vencendo a batalha da vacinação. Sem um plano alternativo, restrito aos seus fiéis seguidores do cercadinho, o presidente está pagando caro pela opção que fez. (*) 

Certo está o professor Coutinho, ao assim concluir seu último artigo: "Quando a direita radical marcha contra as vacinas e contra as medidas de confinamento, ela não está preocupada com a liberdade individual, com o futuro da economia ou até com a melhor forma de combater uma pandemia. Essas  são preocupações dos libertários e não dos reacionários". Xô atraso!

(*) Isolado, Bolsonaro perdeu a batalha para a vacinação e para a economia. Sem conseguir voltar atrás, insiste com a insensatez e convive com seus delírios. Já chega a 70% o índice dos brasileiros que desaprova o seu governo. 

PS -  Onde a direita radical governa há uma maior resistência à  vacinação. Em Portugal 88% da população está vacinada, razão pela qual o número de mortes é baixo. No Brasil, se não fosse o Consórcio de Veículos de Imprensa a vacinação estaria bem mais atrasada e o número de mortos  acima  de qualquer outro país.       

terça-feira, novembro 09, 2021

Primeiro dia sem morte por Covid19 em Santa Catarina

 


Quando vi o ambiente descontraído de vacinação na UFSC, misturando jovens e idosos, falei com os meus botões, Bolsonaro perdeu a batalha contra a vacinação. (fotos: 19/10, data do meu reforço)

No noticiário da noite, ao receber a informação de que hoje, dia 9, nenhum óbito por Covid 19 tinha sido registrado, corri para a bancada escrever sobre esse grande dia: a vitória da vacinação contra a negação. 

Quem conhece a nossa realidade, o significado aqui tem outra dimensão. Santa Catarina sempre acolheu de braços abertos e olhos fechados Bolsonaro e o que ele representa. O resultado da eleição de 2018 é prova disso. Sem dúvida temos muitas mortes a lamentar. Só que o momento que escrevo é de comemoração, pela resposta que a imensa maioria dos catarinenses deu ao desatino do presidente de negar à ciência e de se opor a vacinação. Muitos dos seus eleitores acordaram a tempo e não seguiram a sua orientação.  

A campanha da vacinação avança a cada dia. Já temos quase 80% de vacinados com a primeira dose. Nenhum virou "jacaré". Um tapa de luva nas mentiras do presidente, trazendo a esperança de volta, graças a redução das mortes e internações. Que boa notícia.  Vacina SIM!!!

PS - "Somos o único povo do mundo que se vacinou à revelia do presidente. Deviam fazer um monumento ao brasileiro anônimo, confinado por conta própria, imunizado por rebeldia. Tanto ódio não se justifica. A pandemia deixou isso muito claro. O povo brasileiro foi o maior responsável pela sua sobrevivência". As observações acima e a genialidade das palavras é de Gregorio Duvivier. (Fonte: FSP, 7/11)

Boa noite.