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quinta-feira, junho 05, 2014

Nos EUA, Obama está de olho nas usinas a carvão. E aqui.....

O comentário do blog de 12 de maio mostrava que tudo que fizemos até agora, e que coroou o nosso projeto AMÉRICA DO SOL com uma premiação num concurso internacional de iniciativas sustentáveis, coincidia- exatamente- com as promessas públicas de Barack Obama (em 9 de maio) de solarizar em larga escala, os Estados Unidos.

Um mês depois, Obama volta ao tema ao anunciar medidas na área de energia para combater as mudanças no clima. O foco principal são as 600 usinas termelétricas a carvão em operação. As usinas vão reduzir sua geração até 2030 e, para compensar, o sistema vai incorporando usinas eólicas e solares acompanhadas de programas  de eficiência energética. Para o governo essas medidas em nada afetarão a economia americana, porque elas estão associadas a inovação tecnológica- gerando emprego e renda. Os benefícios econômicos ao longo do prazo estabelecido (2030), estão estimados em 100 bilhões de dólares.


terça-feira, janeiro 22, 2013

Mudanças climáticas - a dívida de Obama

No primeiro mandato de Obama, os EUA pouco fez em relação a grande agenda global - as mudanças climáticas. Ontem, o presidente reeleito, Barak Obama, voltou a assumir compromisso com o tema. Já tinha se comprometido no discurso de posse quatro anos atrás - ficou devendo. O discurso é afinado, no entanto as medidas práticas não são tomadas. EUA e China, as duas maiores economias do planeta, são os países que mais poluem.  Portanto, cabe aos dois buscar alternativas que contemplem energias  renováveis e limpas ao planejar suas iniciativas de desenvolvimento. O mundo espera que não fique só no discurso.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Deu OBAMA

Como era esperado deu Obama. Embora num determinado momento da campanha a mídia tenha sinalizado com alguma possibilidade de mudança no quadro eleitoral, Obama é o cara. Mesmo não sendo aquela candidatura que empolgou os americanos há quatro anos, pelo desgaste do governo com a economia estagnada e também por promessas não cumpridas, ainda assim Obama estava bem a frente de seu oponente. Além do seu carisma pessoal, Obama, pelo cargo que ocupa, detem:  poder, informação e estrutura. Sem falar no dinheiro que a condicão de presidente dos EUA lhe permite arrecadar. Por essas e outras é que só podia dar OBAMA. 

quinta-feira, agosto 04, 2011

Bolsas desabando e o dólar derretendo....

O calote americano não veio. Ao apagar das luzes o Congresso dos Estados Unidos aprovou o pacote fiscal. O anúncio em vez de trazer tranquilidade trouxe insegurança: as principais bolsas desabaram e o dólar continua derretendo.....

O que o mundo preocupado obseva é que a economia americana não reage. As medidas anunciadas pouco contribuíram para tranquilizar o mercado. A crise americana dá sinais de que vai continuar por muito tempo. No próximo ano vem as eleições e temas como mais impostos e corte nos gastos sociais tomarão conta dos debates.

Para Obama, que busca a reeleição, o desafio maior é convencer os milhões de americanos desempregados que tem condições de reverter o quadro, criar empregos e retomar o crescimento. Uma tarefa dificil para um país endividado, com boa parte do seu orçamento comprometido com guerras no Iraque e no Afeganistão.

segunda-feira, agosto 01, 2011

A semana "E"

Todos já ouviram falar do Dia "D".
Agora, a novidade é a Semana "E". "E" de Estados Unidos, país que até então era impensável aplicar o calote nos seus pares. Na semana que começa, a expectativa é se a elevação do teto da dívida do governo americano é aprovada no Congresso. Dia 2, terça-feira, o governo precisa que os congressistas aumentem a capacidade de endividamento para US$ 14,3 trilhões. É muito dinheiro: o equivalente ao PIB do Brasil acumulado por seis anos. No caminho de Obama, três pedras: a proximidade com as eleições, ter minoria no Congresso e a economia. Das três, a última é a pior. Para conseguir fazer valer seu slogan de campanha, "Yes, we can", Obama vai ter que rebolar. A dificuldade que os americanos estão tendo para conseguir um novo emprego tem pesado no humor de milhões de desempregados. Segundo consta, cerca de um terço deles, ou 4,4 milhões de trabalhadores, está sem trabalho há pelo menos um ano.
Não sei o que vai acontecer se a maior economia do planeta aplicar o calote. As consequências, tanto internas como externas, são imprevisíveis. Vamos ver como começa a Semana "E".

PS- o comentário acima foi escrito no sábado. Domingo, no final do dia, Obama anuncia o acordo.

domingo, outubro 11, 2009

OBAMA e o Nobel da Paz

A polêmica indicação do presidente dos EUA para Nobel da Paz está dando o que falar. Também, não é para menos. Obama ainda pouco fez por merecer tamanha honraria. Até ele se supreendeu. E se saiu bem ao declarar não se sentir merecedor do prêmio e ao mesmo tempo, anunciar que irá doar o valor recebido (mais de um milhão de dólares). Minhas divergências em relação à escolha são compartilhadas por muitos analistas. Afinal os EUA estão em guerra no Iraque e no Afeganistão, como ainda mantêm a base de Guantánamo, em Cuba. Pode até se alegar, em defesa da indicação de Obama, que são heranças de governos passados. Tudo bem, mas ainda estão presentes. Como também está presente na cultura norte-americana um facínio pelo poder das armas e, por consequência, por conflitos armados. Não é por acaso que a indústria das armas nos EUA é líder mundial em produção e na comercialização.

Para mim, o Prêmio Nobel da Paz, criado pelo químico sueco, Alfred Nobel, em 1896, deveria ser dado a quem não usa a guerra como forma de poder, não incentiva a indústria bélica, não alimenta conflitos e busca a paz através de atos e gestos. Mahatma Ghandi, por exemplo, nunca ganhou o Prêmio Nobel, no entanto entrou para a história como um dos mais fascinantes personagens de todos os tempos. Preso dezenas de vezes, impôs ao poderoso Império Britânico uma humilhante derrota. Sem armas e sem violência, apenas através da "satyagraha", a desobidiência civil organizada e pacífica, levou milhares de seguidores a se engajarem à causa da liberdade.

Entendo que os tempos são outros. Em 1930, Ghandi começou sua caminhada pelo "sal da liberdade". No início, eram 78 seguidores. Durante 24 dias percorreu 320 quilômetros com o cajado na mão. Ao chegar no oceano, até ele se surpreendeu: eram milhares de seguidores. Em 30 de janeiro de 1948, Ghandi foi assassinado. Suas últimas palavras, "Hey,Rama", em louvor a Deus, resumem um de seus mais sagrados princípios:"Estou pronto para morrer por um causa. Nunca, para matar por ela".

Agora, nos tempos de Obama, pregar que "a desobidiência civil é um direito intrínsico do cidadão. Não ouse renunciar.....", como dizia Ghandi, há oitenta anos atrás, tem pouco impacto. Logo vamos lembrar que a Constituição nos assegura esse direito. No entanto, o sentimento libertário da Índia do início do século passado não se consegue mais reproduzir. A Obama, cabe a responsabilidade de tornar a premiação precoce num perene compromiso com a paz. Uma tarefa difícil para o presidente de uma nação que nunca se mostrou conciliatória aos países com contencioso.



São outros tempos. Esperamos que os ensinamentos de Ghandi, cheguem ao mundo globalizado. E que sua humildade e sabedoria, contagiem e sirvam de inspiração aos atuais líderes mundiais. E, para todos, deixo como reflexão um dos seus inúmeros pensamentos, que melhor se identifica com o Prêmio Nobel da Paz:"Denomino-me nacionalista, mas meu nacionalismo é amplo como o universo. Inclui em sua vastidão todas as nações da Terra. Meu nacionalismo inclui o bem-estar do mundo inteiro. Não desejo que a minha Índia se erga sob as cinzas de outras nações. Não quero que a Índia explore um único ser humano. Quero que a Índia seja forte para que possa contagiar outras nações com sua força."

P.S - depois da indicação, Obama conseguiu apoio do Congresso para enviar mais tropas para o Afeganistão. Aliás, a ONU acaba de admitir fraude nas eleições de agosto no Afeganistão, e que irregularidades aconteceram em todo o país. No blog(dia 22/9), comento sobre as declarações do general Stanley Crystie, Comandante Chefe da forças armadas no Afeganistão, sobre os rumos da guerra. Segundo o general, já tinha informado ao presidente Obama sobre o fracasso da operação militar, que se extende por seis longos anos.