terça-feira, dezembro 17, 2024
Florestas e nascentes, a vida preservada
quinta-feira, novembro 09, 2023
CARBON ZERO e Instituto IDEAL, unidos pela natureza
Quando há sintonia, tudo fica mais fácil. Com o tempo você percebe na conversa se o projeto que está sendo apresentado vai prosperar ou não. Foi exatamente isso que aconteceu na terça-feira, dia 7, na Comissão de Turismo e Meio Ambiente da ALESC. Presidida pelo deputado Marquito, rapidamente o que se buscava foi consensado. A Comissão entendeu a importância do estudo apresentado pela CARBON ZERO, que tem como objetivo identificar, quantificar e valorar ativos ambientais. Sejam eles, dos municípios, do estado, públicos ou privados.
A quantidade e a qualidade das informações trazidas pela CARBON ZERO, a nova parceira do Instituto IDEAL em Santa Catarina, logo chamou a atenção dos parlamentares. As perguntas que vieram e os encaminhamentos dados pela Comissão atenderam nossas expectativas. No ano que vem vamos construir com o apoio da ALESC um calendário que contemple todas as regiões do estado com a metodologia desenvolvida pela CARBON ZERO, que transforma em moeda corrente quem preserva seus ativos naturais. Os pagamentos são anuais. O que se aplica para nascentes e floretas, são créditos verdes. O que se aplica para os manguezais são créditos azuis. Na Região Metropolitana temos 35 mil hectares de mangue. É muita coisa.
Na sequência, aproveitando a estada do CEO da CARBON ZERO, Carlos Alberto Tavares Ferreira, fomos atrás de possibilidades para se instalar os CAPES, Centro de Apoio a Pesquisa e Estudos. Tanto para os manguezais, como para o replantio das araucárias e a preservação das nascentes. Além de Florianópolis, duas outras cidades estão sendo observadas: Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz.
PS - À noite recebo do Carlos cópia da recente Resolução do Parlamento do MERCOSUL, que declara a Araucária patrimônio natural e cultural do MERCOSUL. São os bons sinais que nos aproximam e nos unem.
segunda-feira, julho 11, 2022
Proteger o Meio Ambiente é um dever Constitucional (a vida também **)
Por mais que você queira, não dá para acompanhar tudo que acontece no Brasil. Em parte porque o atual governo extrapolou em muito o razoável. Do escândalo de assédio na CEF aos pastores do MEC, da "porteira aberta" do ex-ministro Ricardo Salles na Amazônia aos constantes ataques a democracia, só mesmo com uma equipe de profissionais para dar conta de tanto desatino. Sozinho, por mais que me esforce, não dá para acompanhar.
Com as devidas desculpas, foi exatamente o que aconteceu durante votação histórica no Supremo Tribunal Federal, na última sexta-feira, 01/7. Por 10 votos favoráveis e apenas um contra, o do ministro Nunes Marques, o STF concluiu o julgamento sobre o dever constitucional de proteção ao clima. A decisão determina que a União pare de obstruir o funcionamento do Fundo Clima.
Para a coordenadora do Programa de Defesa dos Direitos Socioambientais da Conectas, Júlia Neiva, "a decisão do STF é um marco para a litigância climática e fortalece o argumento de que a crise climática deve ser enfrentada com políticas públicas eficientes. Seguimos com a tarefa de cobrar do governo brasileiro o pleno funcionamento do Fundo Clima e de outros mecanismos importantes na defesa dos direitos socioambientais e climáticos".
Ao mesmo tempo que a decisão do STF nos conforta, é revoltante saber que é preciso correr atrás para se ter as garantias mínimas de preservação ambiental. Só para lembrar recentemente aconteceu o mesmo com o Fundo Amazônia, que até onde se sabe continua sem uma destinação. Para o Instituto Imazon, não há o que comemorar: das 3500 ações impetradas pelo MPF só 18% tiveram uma decisão definitiva e apenas em duas os infratores pagaram o valor estabelecido na condenação.
No atual governo a preservação ambiental virou piada. Lideramos o ranking do desmatamento no mundo, com mais de um milhão de hectares/ano. Sozinho desmatamos mais que a metade do resto dos países. A ilegalidade corre solta. As motos serras roncam e as árvores caem. Uma tristeza.(*)
Quem ainda não está convencido do desastre que é o atual governo, lamento. Argumentos não faltam, o Brasil era respeitado e admirado por todos. A nossa economia chegou a ser a quinta no ranking mundial, agora nem entre as dez primeiras está. A preocupação com o meio ambiente, tema do comentário, em governos anteriores sempre foi motivo de preocupação. Os ministros que passaram pela pasta, todos, sem exceção, estavam empenhados em fazer o melhor. De repente tudo mudou, quem ganhou espaço foi a violência, o garimpo ilegal e o desmatamento. Uma tragédia ambiental tão grande, que levou a sociedade se unir e resistir as ameaças em curso.
(*) De janeiro a junho batemos todos os recordes, 5.000 quilômetros quadrados foram desmatados. Só para comparar, destruíram uma área de floresta equivalente a dez ilhas de Santa Catarina.
(**) O assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo de Arruda, teve grande repercussão. Sua morte é fruto da intolerância política, afirma o secretário de segurança. Dois dias atrás, a jornalista Daniela Pinheiro entrevistou um mega empresário que está indo embora do Brasil pelos mesmos motivos. Clique aqui para ler.
A tragédia precisou ser incluída no texto em função da ameaça que representa.
quarta-feira, março 23, 2022
Dias da Floresta, da Água e de Floripa
Março é um mês de celebrações. Por coincidência são comemorados o Dia Internacional da Floresta, o Dia Mundial da Água e o aniversário de 349 anos da nossa capital Florianópolis. Todos vizinhos de calendário: 21, 22 e 23 de março. Embora tenham muito em comum, em função da degradação e da preocupação meio ambiente/futuro, tentei juntar tudo num comentário só, mas desisti. Não ia dar certo.
A escolha acabou recaindo sobre o DIA INTERNACIONAL DA FLORESTA, 21 de março. O motivo, muito em função do que recebi para ler. A maior floresta do mundo, a Taiga, com 12 milhões de quilômetros quadrados, tem três vezes o tamanho da floresta amazônica. Sozinha representa 29% da cobertura florestal do planeta. (Fonte: Wikipédia)
A origem da palavra é russa e trata-se de uma Floresta Boreal. Nasce no Canadá, passa pelo Alasca, Groelândia, Noruega, Suécia, Sibéria e Japão. Essa imensidão verde está sendo motivo de preocupação. Segundo estudiosos a floresta está passando por um processo que em vez de absorver CO², está liberando toneladas de gás carbônico para a atmosfera. As pesquisas fazem parte de estudos internacionais que acompanham grandes impactos ambientais e suas consequências nas mudanças do clima.
FLORIPA - 349 ANOS !
Querida cidade, ao contrário do que dizem, "os do contra" são aqueles que mais te protegem. Em razão da tua beleza a especulação é descontrolada. Sem qualquer pudor, engordam as praias, aterram os mangues e ocupam as dunas. Não escutam as pessoas que querem uma cidade preservada. Agem como se fossem donos, sem se importar com o amanhã. Os movimentos sociais estão aí, vivos, resistindo sempre.
Feliz Aniversário!
quarta-feira, agosto 05, 2020
Bolsonaro e seus ministros
quarta-feira, julho 22, 2020
Desenvolvimento: só sustentável
.PS - Da amiga, Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica, dia 22: "A retomada, quando acontecer, deve ser verde."
sexta-feira, maio 29, 2020
Ricardo Salles e o estouro da boiada
segunda-feira, janeiro 27, 2020
Paulo Guedes em Davos
quarta-feira, novembro 20, 2019
Reagir ao descaso com o meio ambiente é tarefa de todos
(***) Cazuza, nosso saudoso poeta, naquela época já citava nas suas músicas sua preocupação com o futuro da Nação.
segunda-feira, julho 15, 2019
Plantem mais árvores, elas ajudam o planeta (Parte II)
Na década de oitenta, junto a um grupo de consultores internacionais, participei de um estudo para dar sustentação econômica a uma imensa área reflorestada com mais de 200 mil hectares. O reflorestamento ficava no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com São Paulo. A busca de uma alternativa estava associada ao avanço de imensos formigueiros que vinham dizimando a floresta. Até hoje me lembro dessa história e de tudo que passamos por lá.
Agora os tempos são outros. O que se vê são florestas naturais sendo derrubadas para se ampliar pastagens. Uma insanidade. Recentemente postei no blog a necessidade de se inverter esse processo (clique aqui para ler). Preservar o que se tem de floresta e plantar mais árvores.
Por uma feliz coincidência, li a publicação do Secretário Executivo da Laboratório do Clima, Carlos Rittl, sobre as impressões de Brenda Brito após uma temporada na China (*). Brenda comenta que a poluição na China pode ser responsável pela morte antecipada de 1,1 milhão de pessoas por ano. Diante da gravidade do quadro, empresas e governo colocam como prioridade nas suas iniciativas a sustentabilidade dos seus projetos. Dois setores são estratégicos para o governo: energia renovável aliada à eletrificação de veículos e reflorestamento. Pura coincidência...
Sobre a energia renovável e mobilidade elétrica na China, deixo para comentar num outro momento. Quanto ao plantio de árvores para combater as mudanças climáticas, o governo chinês não se omitiu. A China lidera o ranking mundial: são 70 milhões de hectares reflorestados. Essa política de plantar árvores em larga escala, iniciou em 1990. Funciona como uma barreira a eventos climáticos extremos.(**)
(*) Brenda Brito é consultora sobre questões ambientais e gestão fundiária.
(**) No nosso caso, os grandes reflorestamentos começaram a ser implantados na década de oitenta. A maioria se perdeu no tempo. Nunca foi uma política de longo prazo ambientalmente sustentável.
sexta-feira, julho 05, 2019
O risco Brasil
Uma expressão que vem
sendo repetida diariamente é a do "custo Brasil". Quase sempre
associada à reforma da previdência, como se uma coisa estivesse -
umbilicalmente - ligada à outra. No entanto, o que está em jogo é o "risco Brasil". Até porque problemas previdenciários existem em todos os países, com
maior ou menor grau de agravamento.
Na real, o que mais preocupa o mundo é a postura do governo Bolsonaro sobre o meio
ambiente. A cada dia, uma provocação: recorde na liberação de agrotóxicos, no
desmatamento da Amazônia e no tensionamento das relações com organizações e
países comprometidos com a questão ambiental. O caso mais recente é o
constrangimento que o Brasil vem criando com a Alemanha e a Noruega, seus
principais parceiros no Fundo Amazônia.
A partir do momento que não há
comprometimento com o Acordo de Paris e as causas ambientais, os maus exemplos se sucedem pelo Brasil afora. No
jornal Zero Hora do dia 30/6, Flávio Tavares inicia seu artigo "Nosso
Tesouro", assim: "O maior tesouro não é uma mina de ouro nem uma
montanha de dólares. O maior tesouro é a vida e aquilo que nos faz viver - a
água".(*)
A motivação do seu artigo é uma ameaça ambiental em
curso no Rio Grande do Sul. Um megaprojeto de extração de carvão a céu aberto, numa área equivalente a 4500 campos de futebol. A mina fica junto ao Delta do Jacuí, a 10 Km de Porto Alegre.
Na real, o que mais preocupa o mundo é a postura do governo Bolsonaro sobre o meio ambiente. A cada dia, uma provocação: recorde na liberação de agrotóxicos, no desmatamento da Amazônia e no tensionamento das relações com organizações e países comprometidos com a questão ambiental. O caso mais recente é o constrangimento que o Brasil vem criando com a Alemanha e a Noruega, seus principais parceiros no Fundo Amazônia.
(*) Flávio Tavares, 85 anos, jornalista, advogado e historiador, tem muita história para contar. Quando estudante de jornalismo em Porto Alegre, Flávio já envolvia com as grandes causas. O alerta que faz sobre a insanidade que é liberar uma extração de carvão a céu aberto na entrada do Guaíba, chega em boa hora. Ainda há tempo de se evitar o pior.
quarta-feira, junho 05, 2019
MEIO AMBIENTE, resistir é preciso
segunda-feira, maio 20, 2019
Meio ambiente: uma luta de todos
A foto acima registra algo até então inédito: uma coletiva com os ex-ministros do Meio Ambiente do Brasil. (Fonte: O Globo)
terça-feira, novembro 06, 2018
Mariana, depois de três anos: o silêncio.
(foto acima, JN, do dia 5)
sexta-feira, novembro 17, 2017
Iniciativas do bem
PS - A quantidade de plástico nos oceanos é algo assustador. As correntezas chegam a formar verdadeiras ilhas de lixo. Uma recente pesquisa identificou material plástico presente em peixes que só são encontrados nas grandes profundezas dos oceanos.
segunda-feira, maio 30, 2016
Na semana do Meio Ambiente, o 7º Seminário Energia + Limpa.
No Brasil de Mariana, Belo Monte e de florestas desmatadas, nada a comemorar. Esses casos mais recentes, pela grandiosidade do impacto que causaram, fazem parte de um passivo ambiental que nos constrange. De todos os crimes ambientais praticados, e que aguardam resposta, para mim o mais revoltante foi o que ocorreu em Mariana. As mortes e a devastação ocorridas no local não podem ficar impunes.
O Instituto IDEAL como sempre faz na Semana do Meio Ambiente, promove o seu seminário Energia + Limpa. A programação focada na expansão da energia solar, vai mostrar a importância de se incorporar a nossa matriz energética fontes alternativas de energia: limpas e renováveis.
PS- maiores informações no site do instituto: www.institutoideal.org
terça-feira, dezembro 15, 2015
Pequim em alerta máximo.
O problema das emissões na China, não é novo. Só que, assim como a névoa que encobriu Pequim, também era encoberto pelas autoridades chinesas.
Agora, com a preocupação de todos com as mudanças climáticas fica mais difícil esconder os números da tragédia urbana em curso no planeta. Segundo estudo publicado no periódico científico "Nature", a poluição do ar é responsável diretamente por cerca de 3,3 milhões de mortes por ano. Estima-se que a cifra, na China, seja de 1,4 milhão. (Fonte:FSP)
quinta-feira, novembro 12, 2015
América Latina Sustentável - Belgrano, parte III
De todos os problemas citados, penso que a poluição do ar e o aquecimento global, são os dois grandes temas. Além de por em risco a vida no planeta, são de difícil solução. Segundo Howard, "a poluição do ar causada pela queima de combustíveis fósseis não é um problema apenas de países em desenvolvimento. Estima-se que as emissões das usinas de energia tenham causado cerca de US$ 70 bilhões em danos à saúde humana, às instalações físicas e às plantações, na União Europeia (Krewitt et al., 1999). Isto equivale a 4,5 centavos de dólar por kwh, aproximadamente metade do preço médio da eletricidade no varejo".
PS- sem falar que a queima dos combustíveis fósseis, que causa poluição do ar, ataca a saúde e desiquilibra os ecossistemas. A energia gerada com combustíveis fósseis é responsável por 85% das emissões de dióxido de enxofre, 45% da emissão de particulados, 41% de emissões de chumbo, 40% das emissões de hidrocarboneto e 20% das emissões de óxido nitroso na atmosfera (Holdren e Smith, 2000). Só que poucos sabem. E os impactos dessa poluição - são graves: matam!
quinta-feira, julho 09, 2015
Papa Francisco, precisamos de uma nova solidariedade universal!
Ágil como poucos, o Papa pop logo percebeu que suas palavras tinham que chegar no povo. Em poucas semanas a Carta Encíclica, em português, já se encontrava sobre a mesa do Instituto IDEAL. Na página 16, o seu grande recado: O MEU APELO!
Seguem algumas de suas citações:
- "O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar".
-"Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados setores da atividade humana, estão a trabalhar para garantir a proteção da casa que partilhamos".
-"Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos".
-"Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na conscientização".
-" Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros."
-"Precisamos de uma nova solidariedade universal".
quarta-feira, julho 08, 2015
As preocupações do papa Francisco (parte II)
Papa Francisco também registra na Carta Encíclica recém publicada, que seu predecessor, Bento XVI, renovou o convite a "eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente".
Depois de relembrar as importantes contribuições dos outros Papas que recolhem a reflexão de inúmeros cientistas, filósofos, teólogos e organizações sociais que enriquecem o pensamento da Igreja sobres as questões ambientais que ameaçam o futuro da humanidade, Papa Francisco chega ao Capítulo I da Carta Encíclica - O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A NOSSA CASA!
Para não me alongar muito, deixo para comentar o que o Papa Francisco pensa sobre o que está acontecendo com a Terra para depois.









