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terça-feira, agosto 18, 2020

COVID 19: o caminho é um só, fortalecer o SUS

A última pesquisa Datafolha, dia 15, mostrou que boa parte da população não responsabilizou Bolsonaro pelas milhares de mortes por COVID 19, que não param. A primeira reação que vem, é que a pesquisa está errada. Como pode um presidente, que debocha do corona e suas consequências, se descolar da crise? 

Para muitos uma surpresa. No entanto, quando se tem convicções a interpretação do sentimento das ruas fica mais fácil. A minha convicção  vem com os ensinamentos do papa Francisco: os problemas são globais, a solução é local.

Bolsonaro, por esperteza, se deu conta disso. Ao sentir que o coronavírus tinha vindo para ficar; e que as mortes iam continuar, se livrou do problema repassando a responsabilidade para governadores e prefeitos. Sem qualquer pudor aproveitou a situação, se afastou da pandemia e se aproximou do auxílio emergencial. O primeiro tira voto e o outro dá voto. Simples assim.

Num piscar de olhos colocou executivos estaduais e municipais numa saia justa. Quem precisa ser atendido com urgência não vai a Brasília; pega uma senha no Posto de Saúde do bairro. Essa é a realidade para a imensa maioria da nossa população.

No caso da pandemia que estamos vivenciando, ainda bem que temos o SUS. Sem ele estaríamos liderando o ranking dos países com maior número de mortos pelo COVID 19. De certa forma, a pesquisa publicada nos remete para uma outra questão. O grau de desinformação da sociedade é assustador, por isso: facilmente manipulada.

Como nada é por acaso, vai continuar assim. Pelo menos que fique o ensinamento do agir localmente. Está comprovado que o município é o grande acolhedor das demandas da saúde. É lá que está o SUS e a necessidade de um atendimento de qualidade. Nas próximas eleições municipais, fortalecer o SUS - é prioridade. Valorize o seu voto!        

sexta-feira, agosto 07, 2020

Na venda da Eletrobras, só ganha quem compra

Sem que a sociedade perceba, Guedes vai vendendo os ativos da Eletrobras antes mesmo da privatização por ele desejada. No dia 30 de julho, os bons ventos do sul trocaram de mãos. O Complexo Eólico Campos Neutrais agora gera energia para a Omega, uma empresa mineira. O projeto implantado pela Eletrosul, em 2011, no extremo sul do Brasil, com 583 MW e alta performance, foi vendido em plena pandemia.


Para quem acompanha os negócios do governo, na  prática, o que se viu foi uma nova forma de gestão pública. A mesma sugerida por Ricardo Salles, na reunião ministerial de 22 de abril. Enquanto o povo e a mídia estão  preocupados com o coronavírus, "aproveitem e passem a boiada". 


A boiada que passou no caso da Eletrobras, precisa ser apurada pelo Ministério Público Federal. Com a venda realizada dia 30, a princípio, se deu um grande  prejuízo a uma empresa pública. Para dar suporte ao Ministério Público seguem algumas anotações :


- O investimento total realizado no Complexo Eólico Campos Neutrais, na época foi de 3,1 bilhões de reais. Em 2011, o dólar médio flutuava entre 1,60 e 2,00 reais. Portanto, em dólar, o investimento total ficou próximo dos 2 bilhões de dólares.


- No último dia 30, a Omega comprou o controle da Eletrobras sobre o parque eólico por cerca de 500 milhões de reais. Portanto, com o dólar valendo 5,3 reais, o valor desembolsado por um ativo que nos custou 2 bilhões de dólares,  foi de 100 milhões de dólares. 

 
- Se não bastasse o preço aviltado oferecido pela Eletrobras pelo seu ativo, uma Nota Técnica de 2018, que subsidia uma ação movida pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul, aponta que o lucro líquido do complexo eólico, em 2017, foi de 345 milhões de reais. O resultado operacional do parque é tão bom, que em menos de dois anos retorna para a empresa o valor desembolsado.  


- Antes de qualquer conclusão, cabe uma melhor apuração e atualização dos números utilizados. De qualquer forma a sociedade precisa saber o que se passou.  Com a palavra o Ministério Público Federal e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.  


segunda-feira, agosto 03, 2020

A privatização da Eletrobras, um fato relevante: alguém tá ganhando

Na última sexta-feira, por problemas técnicos, não foi possível ir ao ar uma live sobre a privatização da Eletrobras. Para debater um tema tão caro, foi preciso viajar no tempo. Momentos difíceis que coletivamente atravessamos, mas também  de muito aprendizado. Tudo começou em 1997, com a criação do MUCAP, em Santa Catarina. (*)

Sem querer fazer um balanço de duas décadas de história, deixando as lições do passado como legado de vida, chegamos em 2020 com a ameaça da privatização da Eletrobras. Criada por João Goulart em 1962, passou a ser a principal empresa do setor elétrico  brasileiro. Sua presença em todas as regiões do Brasil através de suas subsidiárias, foi fundamental  na implantação e consolidação de um sistema de geração e transmissão único no mundo. (**)

O tempo não para; o passado não volta. O presente é um caos; o futuro incerto. O segundo semestre mal chegou; só que o ano já acabou. Triste realidade a nossa. A crise econômica, de responsabilidade do atual governo, pode até levantar a suspeição se não viramos mico de propósito.

A ideia até pode parecer não ter sentido, mas vamos aos fatos. O que você faz quando quer vender alguma coisa? Em primeiro lugar avaliar o seu bem; depois aguardar a melhor momento para colocá-lo à venda. No setor privado é assim que se faz negócio, seja para vender um carro usado, um terreno na praia ou a padaria do bairro.

No entanto quando se trata do governo vender os nossos ativos, a regra é outra. Se coloca o que temos à  venda, justamente quando o país virou um mico: nossa moeda é a mais desvalorizada e o capital externo se evaporou. .(***)

Para ilustrar o comentário, nada como um "fato relevante" -  bem atual. Na última quinta-feira, 30, a Eletrobras anunciou a venda do maior parque eólico da América Latina, localizado em Santa Vitória do Palmar, extremo sul do Rio Grande do Sul. A venda se deu em plena pandemia, no pior momento da nossa economia. Para o negócio acontecer, um preço bem convidativo. A venda se deu por um valor muito abaixo do que foi investido. Se estiverem em dúvida, perguntem para o Guedes. 

(*) O MUCAP - Movimento Unificado Contra as Privatizações, talvez tenha sido a primeira iniciativa ampliada para se opor aos programas de privatização que começaram a surgir na década de noventa. Os sindicatos se uniram para defender o Besc, Celesc e Casan, empresas públicas de Santa Catarina. O movimento foi exitoso.

(**) O ministro Paulo Guedes só pensa em vender a Eletrobras. Todos sabem que vender nossos ativos não passa de uma nuvem de fumaça diante da economia em crise.  Sobre a gestão de Guedes o rombo já está em 800 bilhões. Os negócios estão parados e como dizem os mineiros: para comprar alguma coisa "só se for galinha morta".

(***) O real foi a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar, no mundo. Portanto, nossos ativos em relação ao dólar estão muito desvalorizados. A crise política, o desemprego e a economia estagnada,  se encarregaram de acabar com a nossa imagem. Como consequência, segundo o Banco Central, 48 bilhões de dólares deixaram o Brasil nos últimos 12 meses. A pior fuga de capital dos últimos 26 anos. Em poucos meses o país do futuro virou um baita do mico. Acreditem, nada é por acaso. Tem gente ganhando. 

quinta-feira, novembro 07, 2019

A insustentável realidade social do país

                               Autora: Marianne Ortelli

Quem assistiu ao anúncio das novas medidas do governo ao longo da semana, se atento for, se perguntou: que país é esse? Até porque, na mesma semana, o IBGE publicou um estudo onde alerta para a insustentável realidade social do país.

Antes que sofra qualquer tipo de rotulação, ressalto que o IBGE se trata de um órgão do próprio governo, sempre muito cuidadoso com suas informações. Segundo o estudo, "25% dos brasileiros vivem com menos de R$ 15,00 por dia". É isso mesmo. A classe média já gasta mais do que isso para estacionar o carro. A classe alta, bem mais do que isso para atender as necessidades mínimas do seu animal de estimação.

No caso do Brasil, a fome e a miséria não estão sendo agravadas por fenômenos naturais ou conflitos armados, como em outros países. Aqui, é pior: a crise social se deve pela falta de políticas públicas. A  população empobrecida está abandonada, sem esperança e sem futuro. Nesses casos, a prioridade de qualquer governo é ajudá-los. Gostaria muito de sensibilizá-los:

- Segundo o IBGE, desde 2018, 13,5 milhões de pessoas vivem em condições de extrema pobreza;
- O estudo mostra que esse número é crescente. De 2014 para cá, foram 4,5 milhões a mais;
- Atualmente, no Brasil, 6,5% da população ganha menos do que US$ 1,90 por dia;
- Para retirar os 13,5 milhões de brasileiros que estão nessa situação, eles precisariam receber mais R$ 76,00 por mês, o que daria cerca de R$ 1 bilhão/mês. 

Com as informações acima, todas oficiais, compartilho as minhas observações com vocês:

Pela LDO/2019, um trilhão de reais do Orçamento da União está comprometido com o refinanciamento da dívida pública federal. Via de regra, um recurso direcionado para os que menos precisam. Se o governo quisesse realmente reduzir a brutal desigualdade que existe entre nós, bastaria usar 1% desse valor absurdo para retirar da condição de pobreza extrema 13,5 milhões de brasileiros. É uma decisão política, de efeito prático imediato, sem impor sacrifícios à sociedade. 


quinta-feira, setembro 19, 2019

Sem educação, não há futuro


No último dia 16, uma multidão de pessoas foi até a Assembleia Legislativa de Santa Catarina debater a crise na Universidade Federal de Santa Catarina e manifestar seu compromisso com uma universidade pública e uma educação de qualidade. Além do auditório lotado (foto acima), o saguão de entrada também foi tomado pelos manifestantes (foto abaixo). Afinal, o que levou essa multidão até lá? Com certeza, motivos não faltam. Não é por acaso que a educação é  uma das áreas mais mal avaliados do atual governo. E sem ela, não há futuro.



Diante de um público jovem, em nenhum momento questionei se era ali que devia estar. Cidadania se exerce sempre. Portanto, estava no lugar certo na hora certa. A causa da educação é de todos nós e a luta é agora. A opção de carregar a omissão como legado de uma vida vazia é sua. O caos na educação é o resultado de um processo em curso, que trata educação como custo e não como investimento. Até inventaram pra te enganar: O FUTURE-SE!

Desde quando o Ministério da Educação lançou esse programa, não entendi seu significado. A palavra em si, "future-se", não faz parte do nosso dicionário. O que aparentemente querem passar é a ideia de transportar as pessoas para o futuro. Como se isso fosse possível. O futuro, que todos almejamos, passa, necessariamente, pela educação.

Com o orçamento reduzido, verbas contingenciadas e bolsas cortadas, só pode se esperar o pior. Desculpem a franqueza, as ameaças em relação à educação são reais e o nosso futuro sombrio.

PS - Entre as 200 melhores universidades do mundo, nenhuma é brasileira. A USP, melhor qualificada, está no lugar 250 do ranking. Entre as 10 maiores economias do mundo, ninguém investe menos que nós em pesquisa e desenvolvimento. Ao contrário dos países mais desenvolvidos, não priorizamos a educação e nem socializamos o conhecimento. Exceções, existem ...   





domingo, dezembro 16, 2018

Políticas públicas: vivendo e aprendendo


Se me pedissem para fazer uma síntese da síntese da III Semana de la Energia em Montevidéu, resumiria em duas palavras: vivendo e aprendendo. Conheço o Uruguai de longa data. Depois do Brasil seria o meu plano B para viver. Durante o meu mandato no Parlamento do Mercosul, a empatia só aumentou. Não foi por outra razão que quando criamos o Instituto IDEAL, a ligação do instituto com os países latinos começou lá. A parceria se deu com o Grupo de Montevideo, CEFIR, UNESCO e Parlamento do MERCOSUL, todos sediados em Montevidéu.


A primeira ideia do que seria uma cidade solar, também foi lá. Em 2008, apresentamos para o intendente da Província de Maldonado, onde se encontra o famoso balneário de Punta del Leste, a importância de se instalar em prédios públicos a energia solar fotovoltaica. Na época, o alto consumo de energia elétrica no verão em Punta del Este era atendido por uma antiga térmica a diesel. A energia gerada era cara e poluente. O preço estava acima de US$ 600/MWh. Tentou-se, mas não deu certo.


Nessa época,  o governo do Uruguai através da UTE se comprometeu de  transformar sua matriz energética. A dependência do petróleo e do seu preço foi determinante para que o Uruguai em uma década passasse a ser um exemplo de compromisso com a agenda da produção de energia renovável e sustentável. E foi assim que o país pode apresentar na III Semana de la Energia o resultado do seu esforço: 98% da energia consumida em 2018 é de fonte renovável.


 Os debates alimentados por dados e experiências trazidas por mais de vinte  países, nos trouxe as tendências do setor de energia para as próximas décadas: mobilidade elétrica, municípios solares, baterias inovadoras e participação crescente da energia do sol e do vento na América Latina. Como o novo governo brasileiro não se fez presente, ninguém falou em energia nuclear.





PS - Todas as possibilidades e necessidades tratadas nos três dias do evento, coincidem com as prioridades do Instituto Ideal para os próximos anos: armazenamento de energia, desenvolvimento de novas baterias, municípios solares, energias renováveis, mobilidade elétrica, cooperativas solares, formação intensiva de mão de obra qualificada, certificação de boa prática, estudos de mercado  e de integração regional. Como podem ver, no IDEAL: vivemos e aprendemos.

segunda-feira, agosto 06, 2018

A Eletrobras tem um papel a cumprir

Dentre as manias que eu tenho, uma é guardar artigos que me interessam. Quase sempre viram comentários aqui no blog. A venda Eletrobras, por exemplo, é um caso. Usinas térmicas ligadas, bandeira vermelha impactando na sua conta de luz e o custo da energia nas nuvens. Bom para quem instalou energia solar. Está livre dos impostos e dos reajustes tarifários abusivos.

O artigo que me motivou a tocar na venda da Eletrobras, vai fazer um ano. Foi publicado na Folha, em 23 de agosto de 2017. O título, fala por si: "Mais luz na venda da Eletrobras". O autor, Vinicius Torres Freire. Longe de ser  um pensador mais à esquerda entre os nossos  colunistas, Vinicius já indagava sobre o que a sociedade ia ganhar com essa venda.

Seu texto começa lembrando aos distraídos de sempre, que privatizar nem sempre é sinônimo de solução. Se apropriar de bens públicos, sempre gera desconfiança. Além do mais, a medida que o dinheiro de investidores privados irão se deslocar para compra da Eletrobras vai faltar recurso para ser investido na expansão do sistema. E a cargo de quem ficará a expansão da oferta de energia elétrica futura? Ao Estado falido? Ou fica tudo por conta do mercado, vendendo energia pelo preço que quer?

O que me impressiona é que pouco se fala sobre isso. A venda da Eletrobras é um risco considerável para todos. Faz parte do seu DNA, programas do gênero Luz para Todos, incentivar as fontes de energia alternativa, além de fazer alguma pesquisa (com uma certa timidez). Se for parar na mão de grandes grupos privados, dificilmente continuará fazendo esse papel. A história mostra que com as privatizações, eventuais ganhos de eficiência não são repassados para a sociedade. Fica com os acionistas.

ATUALIZANDO  - Na fatura da concessionária que chega em sua casa, metade é imposto.  Com a energia solar você se livra dos impostos e dos reajustes tarifários. Simples assim. Gere a sua própria energia.   


segunda-feira, novembro 20, 2017

Temer e a reforma da Previdência

Na última sexta-feira, o governo Temer lançou uma campanha publicitária para defender a reforma da Previdência. Além de cara, cerca de R$ 20 milhões, enganosa. A prova está no próprio foco da campanha: "atacar os privilégios". De imediato a pergunta a ser feita: é quem vai  acabar com os privilégios?   O motivo para atacar os privilégios, segundo a campanha que já entrou na sua  casa, é que: "tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo". Novamente, a pergunta que  cabe: é quem são essas pessoas? O governo sabe quem são e convive com elas. Elas estão onde sempre estiveram: no judiciário, no executivo e no legislativo.

Portanto, preparam-se: a reforma em curso vai sobrar para os de sempre. O assunto "previdência" exige conhecimento atuarial, percepção de futuro, luz própria e muita sensibilidade. Confesso que não vejo essas qualidades em boa parte dos nossos congressistas. Sem falar que muitos deles se enquadram na categoria dos privilegiados. E serão eles que vão deliberar sobre a reforma.

Se não bastasse essa cumplicidade, para atenuar as desconfianças do mercado o governo tirou da cartola, pasmem: aumentar o tempo de contribuição. Agora, o "felizardo", para receber a aposentadoria integral teria que contribuir para o regime previdenciário por 44 anos. Ou seja, associando isso as novas regras trabalhistas, como emprego intermitente, contratos individuais, redução de direitos, o trabalhador brasileiro normal - morre antes de se aposentar!

Desculpem pela franqueza, mas é isso mesmo. A outra situação que pode acontecer é o trabalhador fazer as contas e sair fora. Não optar pelo regime previdenciário público. Ou então migrar para uma previdência privada e o fundo  falir, o que aliás não é novidade. Nos dois casos, vai estar velho e sem amparo. Visualizo essa situação como uma tendência, que no futuro pode ocorrer em larga escala. Entre os jovens, a previdência não é prioridade. Ainda mais quando souberem que precisam contribuir por 44 anos. Ao se afastarem do sistema único, mais vulnerável fica a Previdência como um todo. O atual sistema único, de responsabilidade do Estado, sem a entrada de novos contribuintes não se sustenta. Ele foi idealizado como um regime de entrada de contribuições versus saída de benefícios. Ao ser quebrada essa lógica, não há reforma que dê jeito. 

Só que sobre isso, ninguém fala. Falta responsabilidade, transparência e conteúdo nessa discussão. Não é tarefa para uma campanha de marketing, como a que Temer lançou na semana passada.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Ciência não é gasto! É investimento!!!!

Querem acabar com o pouco que investimos em Ciência e Tecnologia. Aproveite o feriadão e assista o vídeo SOS CIÊNCIA.
https://www.youtube.com/watch?v=g2873J5t4pw


"A ciência brasileira vem sofrendo graves cortes. O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável pelo financiamento da ciência no País sofreu com uma redução de 44% da sua verba. E corre o risco de sofrer novos cortes em 2018.
O orçamento de 2018 está sendo discutido agora no Congresso Nacional, e pode decretar a falência ou a sobrevivência de todo o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Como podemos ajudar?
Compartilhe essa mensagem: ciência não é gasto, é investimento. Investir em ciência é investir no futuro do Brasil.
Assista o vídeo SOS Ciencia;
Vote na petição online através do link abaixo:


quinta-feira, agosto 24, 2017

Venda da Eletrobras: país sério não abre mão de sua energia

A China, salvo melhor juízo, está de olho na privatização da Eletrobras. Nada contra os chineses, até porque no momento são eles que mais investem em energia solar e eólica. O que me preocupa é um governo que só se mantém pelas negociatas e benesses que faz com cargos e verbas no Congresso, se livrando de um importante ativo que o Brasil construiu durante décadas sem o devido debate. Até porque, nenhum país sério abre mão de sua autonomia energética.

O governo da China sabe como ninguém a importância de controlar o setor de energia. Só assim pode promover incentivos às inovações necessárias. Em razão do controle que o governo detêm sobre a expansão do seu sistema elétrico,  uma verdadeira revolução energética está em curso no país. Atualmente, são os chineses que mais investem em energia limpa e renovável.

Só esse ano, de janeiro a julho, a China instalou 35 GW de energia solar fotovoltaica. Uma potência instalada superior a duas usinas de Itaipu. Com isso, a China chega a impressionante marca de 112 GW, superando as próprias projeções do governo. A meta prevista para 2020 era de 105 GW. (*)

Segundo a China's National Energy Administration (NEA), numa comparação com outras fontes de energia, de janeiro a julho desse ano, graças a determinação do governo de limpar sua matriz energética, foram instalados em GW: nuclear 1; hidro 6,6; eólica 7,3; solar PV 35.(Fonte: Photon) 

Os números falam por si e confirmam a importância do Estado ter o controle sobre a política energética do país. Desde 2010, o esforço e o compromisso do governo chinês é de limpar sua matriz. E os resultados começam a aparecer. Enquanto o mix de energia renovável cresceu 8%, a participação do carvão: caiu 11%. (**)

(*) Instalar 35 GW de energia solar fotovoltaica em seis meses é algo impensável para o Brasil. A Celesc com o seu programa Bônus Fotovoltaico, o maior em curso no Brasil, vai instalar no mesmo período 0,001 GW.

(**) O carvão sempre foi a principal fonte de energia elétrica chinesa. Representa cerca de 60% de toda a energia que a China consume. É a fonte que mais polui. Em razão disso, as mudanças em curso.  Decisões dessa importância, senhor Temer, só são possíveis de serem tomadas quando o Estado detêm o planejamento do setor e a política de expansão de sua matriz energética.

quinta-feira, maio 04, 2017

Um projeto para o Brasil

O Painel do Leitor da Folha seguido trás reclamações sobre o que escrevem seus colunistas. É natural que assim seja. Afinal,  diante da diversidade que forma a nossa sociedade, há um pouco de tudo nas redações dos jornais e também nos leitores. Pelo prazer que tenho de escrever diariamente, a leitura que faço é um pouco mais cuidadosa. Quando a fila anda, logo vem o interesse de conhecer melhor o novo convidado da Folha para ocupar o valorizado espaço da página A 2. (reservado para opinião)

Foi em razão desse olhar mais apurado, que conheci Nabil Banduki - o novo colunista da Folha. Na última terça-feira, Nabil escreveu sobre "Um "projeto para o Brasil", que recomendo a leitura. Para motivá-los a se encontrar com esse excelente texto, seguem abaixo algumas citações:

-" A construção de um programa de desenvolvimento nacional, democrático e progressista, é o grande desafio a ser enfrentado pelas forças que vocalizam o sentimento anti-Temer, majoritário na sociedade."

- " É relativamente fácil se unir em oposição a um governo ilegítimo e impopular. Difícil é formular, com unidade, um projeto alternativo e inovador".

-" Reformas estruturais são necessárias. Mas devem ser debatidas com a sociedade, no âmbito de um projeto de desenvolvimento que tenha a democracia e a justiça social como valores fundamentais."

-" A inclusão da agenda da reforma urbana no Brasil Nação é estratégica. Nas metrópoles, os trabalhadores chegam a perder mais de 24 horas semanais (50% da jornada de trabalho) só no deslocamento. O stress do trânsito compromete a saúde e a vida dos cidadãos".

PS - Como urbanista que é, Nabil Bonduki trás para um espaço privilegiado da Folha a preocupação com o futuro das nossas cidades. Não se pode pensar num projeto para o Brasil, sem olhar: para a democratização do espaço público, para a  mobilidade urbana e o saneamento básico.



terça-feira, março 07, 2017

Sobre a reforma da Previdência.

Conforme já devem ter observado não tenho pautado no blog a reforma da Previdência: mesmo reconhecendo sua importância na vida das pessoas. E não é por constrangimento: apesar de ter me aposentado com 53 anos de idade pelo INSS. Com carteira assinada desde dos 20 anos me aposentei proporcionalmente (33 anos de contribuição) quando me elegi deputado federal. Ao contrário do que muitas "excelências" faziam, abri mão de uma outra aposentadoria proporcional como parlamentar - por não concordar com esse tipo de benesse.

Portanto, a dificuldade que tenho de abordar esse tema em parte se deve a complexidade do assunto, agravada pela desconfiança que tenho da gestão desses recursos. Ao meu ver, falta: transparência, conhecimento e compromisso com os fundos previdenciários, sejam eles públicos ou privados. Ao que se sabe centenas deles criados por prefeituras, estados e empresas estatais, são deficitários. Ao que se sabe, muitos deles cobram dos participantes uma parcela significativa da complementação que tinham direito - para cobrir furos oriundos de má gestão.

E o que é pior: ninguém sabe o tamanho do rombo e nem onde isso vai parar! 

O que me resta fazer é ler o que andam falando sobre a tal reforma. Aí, mais inseguro fico. O problema que vejo não é se aposentar com 65 anos de idade: o problema é estar empregado com 65 anos de idade. As pessoas ao longo desse período laboral, cada vez mais vão ter dificuldade em acumular o tempo de contribuição. A tendência: é de grandes períodos trabalhando na informalidade, ou pior - sem trabalho!

Se o que estou comentando faz sentido, duas coisas vão acontecer: o crescimento da miséria e o aumento da informalidade. O primeiro caso, é óbvio: a previdência é um instrumento de política pública que ameniza o grau de pobreza. Já quanto a informalidade, me arrisco a pensar que no Brasil do "jeitinho", muitos trabalhadores vão buscar junto ao empregador o pagamento previdenciário por fora. Com isso, aumentam a sua renda líquida, reduzem o custo do empregador (via precarização do trabalho) e se livram da ameaça que as novas regras vão gerar - deles nunca se aposentarem.

PS- Aos 68 anos continuo trabalhando. Me considero um privilegiado, não por estar trabalhando. Mas por estar fazendo o que gosto. Sei que muitos como eu, também estão nessa condição. No entanto, se olharmos a realidade do Brasil, não passamos de uma gota no oceano. A Previdência, não é para o Padilha, o Jucá e tantos outros que fazem parte do noticiário. A Previdência é para as pessoas comuns. Gente simples que sonha com a aposentadoria como uma segurança na velhice, só que o seu sonho corre o risco de nunca se realizar.

quarta-feira, novembro 09, 2016

Energia Solar lidera os projetos estratégicos da Aneel.

Um público seleto e atento acompanhou a apresentação Carlos Eduardo Firmeza especialista em pesquisa e desenvolvimento da Aneel. Depois de apresentar um quadro dos projetos estratégicos acolhidos pela agência, Carlos Eduardo confirmou a consolidação do mercado da energia solar.


As próprias empresas de energia que são responsáveis pelos programas de PeD reforçam essa tendência. Da parte da receita que são obrigadas a investir em pesquisa, a maior parcela foi destinada ao setor da energia solar fotovoltaica (cerca de 1 bilhão de reais). Com isso temas, como: geração distribuída, veículos elétricos, gerenciamento pelo lado da demanda e redes inteligentes (smart grids), passam  a ser vistos como novas oportunidades de negócio.

Durante o encontro os participantes também puderam conhecer os primeiros resultados do PeD da Engie, ex-Tractebel Energia, em oito regiões do país onde foram testadas e monitoradas as tecnologias comercialmente disponíveis. Ontem, dentro da programação estabelecida, os inscritos foram visitar as instalações do projeto em Capivari de Baixo, Santa Catarina.

sexta-feira, setembro 30, 2016

Itaipu, um exemplo a ser seguido.

Durante as reuniões e visitas ao Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), uma pausa para a foto oficial. Da esquerda para a direita: Juan Sotuyo (diretor superintendente), Ricardo Ruther (UFSC/IDEAL), Margaret Groff (diretora financeira de Itaipu), Antônio Guetter (diretor presidente da COPEL Distribuição), Mauro Passos (do Instituto IDEAL), João Tavares Pinho (UFPA/IDEAL), Rodrigo Otto e seu colega (FPTI) e Claudio Osako diretor técnico do PTI. 
 Se fosse possível resumir em duas palavras tudo que vimos na distante Foz do Iguaçu, fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai, o que viria de pronto na minha cabeça: integrar e desenvolver. Depois de décadas gerando energia e riqueza, foi no primeiro governo de Lula a iniciativa de fazer de Itaipu um polo de desenvolvimento social, ambiental e tecnológico. Dormitórios da obra abandonados no tempo, se transformaram nas excelentes instalações do PTI. A parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a recente implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA (*), deram cara nova para Itaipu, Foz do Iguaçu e toda a região. O que antes era uma área degradada, hoje tem vida própria. Cerca de 6000 alunos e  professores (com doutorado são mais de 200), ocupam aquele espaço com inovação tecnológica de ponta. Um verdadeiro exemplo para o Brasil e a América Latina como um todo.

* na UNILA metade das vagas são de brasileiros e a outra metade para estudantes de qualquer país latino-americano. O ensino é gratuito.

ITAIPU: o futuro começa aqui.

Poucos sabem que em Itaipu se encontra a maior frota de carros elétricos sendo montados e testados no Brasil. Todos circulando e monitorados dentro da própria usina. A inteligência que está por trás dessa inovação, também é local. Agora mesmo técnicos do PTI desenvolvem softwares que serão no futuro incorporados aos carros compartilhados.  

sexta-feira, julho 01, 2016

Índice de Progresso Social (IPS): e nós por onde andamos?

A Fundação Avina, nossa velha conhecida, repassou os resultados divulgados nessa semana do Índice de Progresso Social (IPS). Os dados coletados pela Social Progress Imperative, uma organização sem fins lucrativos dos EUA, qualifica os países mais socialmente progressistas. O novo índice representa no cenário global um olhar mais humanizado para o desenvolvimento do que o tradicional PIB.

Quem lidera o ranking é a Finlândia. Com uma renda per capita de US$ 38 mil e um PIB pequeno, ao que parece cuida de seus cidadãos com toda a atenção. Em segundo lugar vem o Canadá. Se olharmos os respectivos PIB's estão bem abaixo de muitos outros países. Prova de que o PIB, por si só, não indica muita coisa.

A "real" qualidade de vida - felizmente - inclui outros parâmetros sociais. As boas novas que confirmam a regra Costa Rica e Uruguai, países latinos que se destacaram na lista dos "socialmente progressistas", nunca tiveram um PIB expressivo. Por outro lado os EUA, com uma renda per capita de US$ 52 mil e o maior PIB do planeta, se coloca na decepcionante 19ª posição no Índice de Progresso Social.

O IPS determina o avanço social de um país. Além de avaliar o PIB, que representa a produção de bens e riqueza, incorpora também outros parâmetros: saúde, educação, moradia, segurança, direitos humanos.... Dessa forma, pela abrangência dos indicadores, se consegue avaliar melhor as politicas públicas e as prioridades dos governantes. Procurei pelo Brasil e não encontrei na matéria. Se alguém souber por onde andamos - me informe!

PS- Os países que melhor foram avaliados, são: Finlândia, Canadá, Dinamarca, Austrália, Suíça, Suécia, Noruega, Holanda, Reino Unido e Nova Zelândia.  

quinta-feira, junho 30, 2016

Taxas de juros abusivas: ninguém merece!

Os recentes dados do Banco Central sobre as taxas de juros praticadas no mercado, mostram o tamanho da crise que atravessamos. Sempre manifestei minha discordância com a politica dos juros altos adotada no Brasil. Sai governo, entra governo: tudo igual. Não vejo o menor sentido no que estão fazendo. Quando o Banco Central anunciou na semana passada, que a taxa de juro para cheques especiais cresceu 79% em 12 meses, chegando a 311% ao ano, maior taxa praticada desde de julho de 1994, só me veio a lembrança a expressão de todos conhecida: ninguém merece!

O próprio Banco Central continua aterrorizando os brasileiros ao informar que para os Cartões de Crédito, o buraco é mais embaixo: nesse caso o juro é de 471% ao ano.

Para o bem de todos e felicidade geral da nação, esses índices que transformam cidadãos em reféns do sistema financeiro deveriam estar disponíveis em todas propagandas do governo - alertando para o alto risco de empobrecimento que causam. Os partidos políticos, que invadem nossas casas com uma propaganda eleitoral desconectada da vida real, deveriam esclarecer as consequências desastrosas das taxas de juros abusivas como as praticadas aqui. O efeito prático de um movimento como esse vai possibilitar que as pessoas fiquem mais conscientes e cuidadosas com a oferta de crédito. Taxa de juro abusiva só faz bem para os bancos.

PS- o saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos é de R$ 3,14 trilhões. É praticamente metade do nosso PIB.  Fonte: Banco Central

quinta-feira, novembro 05, 2015

Paul Singer é um dos históricos do PT. Nasceu na Áustria, mas viveu sua vida em São Paulo. Professor da USP, publicou mais de 25 livros. É um dos poucos que está no governo desde 2003, à frente da Secretaria Nacional de Economia Solidária. Em recente entrevista ao DC, Singer não esconde suas frustações e desencantos com o governo. Reconhece que os efeitos imediatos são desastrosos, embora como economista ainda acredita em dias melhores.

Singer, que milita na economia solidária desde 1981, quando a Cáritas (entidade social ligada à Igreja Católica) trouxe para o Brasil como forma de organizar os desempregados -  entende que ela é cada vez mais viável no momento atual. É na crise que a solidariedade aflora. Para ele, já deixou de ser um nicho há muito tempo. Exemplos como o do cooperativismo, cada vez mais forte no Brasil, ou da agricultura familiar - que alimenta o mercado interno - comprovam o quanto avançamos.

No mundo inteiro, os pequenos se organizam em cooperativas. Sejam elas de crédito, de pequenos agricultores e até de produtores de energia. E há uma razão para isso, nos ensina Singer:

"o pequeno produtor precisa se organizar, ele compra e vende, como qualquer atividade econômica. A única saída que ele tem é se organizar politicamente. Um pequeno produtor é zero. Agora, 5 mil pequenos produtores não são zero, não". 

sexta-feira, abril 24, 2015

Boa notícia....só de lupa.

Como anda difícil encontrar uma boa notícia do governo Dilma. Até parece que há, nos meios de comunicação, um pacto de silêncio. Ontem pela manhã, de lupa, encontrei uma notícia que deveria ser destaque - capa de jornal! Durante a revisão cadastral da Bolsa Família ficou comprovado o acerto do programa. Em todo o país, 436 mil famílias tiveram aumento de renda. Em Santa Catarina, por exemplo, 5,5 mil famílias saíram do Bolsa Família por terem superado os índices estabelecidos pelo programa.

No mesmo dia, em Florianópolis, Jorge Chediek, Representante-Residente da ONU no Brasil, destaca na sua palestra à empresas e instituições convidadas os bons resultados das políticas sociais do governo brasileiro.

A mesma leitura faz o Banco Mundial no seu novo relatório -  "Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe" mostra que o Brasil conseguiu praticamente erradicar a extrema pobreza, e o fez mais rápido que os países vizinhos. Para completar, o país acabou puxando para cima o desempenho da região como um todo.
“Entre 2001 e 2013, o percentual da população vivendo em extrema pobreza caiu de 10% para 4%”, informa o estudo. “De 1990 a 2009, cerca de 60% dos brasileiros passaram a um nível de renda maior. Ao todo, 25 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema ou moderada.

quinta-feira, março 05, 2015

Boas notícias.

Que início de ano carregado. Para boa parte da mídia, um prato cheio. A procura por boas notícias há muito tempo deixou de fazer parte da pauta dos principais meios de comunicação. Só posso entender dessa forma, a pouca atenção que vem sendo dada a revolução energética em curso. O Brasil já é o quarto país do mundo na implantação de parques eólicos. O maior da América Latina, o Complexo Eólico Campos Neutrais, da Eletrosul, foi inaugurado na última sexta-feira em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Na mesma semana, ali perto, no Uruguai, a Eletrobras e a UTE, implantaram o primeiro parque eólico bi-nacional. Muitos brasileiros desconhecem essa nova realidade - a dos bons ventos!

Outra boa notícia no setor de energia, que passou propositalmente batida, foi a Portaria nº 23, de 12 de fevereiro, do Ministério do Planejamento, Orçamento  e Gestão. Esta Portaria estabelece boas práticas de gestão e uso de Energia Elétrica e de Água nos órgãos e entidades da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional. No seu Parágrafo Único, a Portaria estabelece a responsabilidade dos gestores públicos sobre o uso racional da água e da energia.

A Portaria nº 23, no caso específico da energia, determina que os gestores devem priorizar o emprego de mecanismos de produção de energia in loco, sempre que técnica e economicamente viável e vantajoso, utilizando fontes renováveis de energia, como energia eólica e solar.

Boas notícias existem. O problema é se querem publicá-las.

PS- a UTE é a Eletrobras do Uruguai. O parque eólico fica próximo da cidade histórica de Colônia.





quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Verdades precisam ser ditas.

Não dá para esconder, o racionamento de água em São Paulo - é um problema de gestão. A queda nos índices de aceitação dos governos Dilma e Alckmin, também. A boa nova é que está ficando cada vez mais difícil enrolar. No caso da água e da energia, está na hora de cair a ficha dos responsáveis pela crise.  Recentes pesquisas mostram que a grande maioria dos brasileiros se deu conta da gravidade do momento e se dispõe a ajudar - racionando. Mais de 60% dos entrevistados apoia o racionamento de energia no Brasil e de água em São Paulo. No final do ano passado, em função das eleições, Dilma e Alckmin fugiram dessa discussão para não prejudicar seus projetos de reeleição. Erraram! Se tivessem pautado esses temas, a crise não seria tão ameaçadora e nem teriam perdido tanto apoio como perderam. Verdades precisam ser ditas. Infelizmente, não é o que pensam boa parte dos nossos políticos. E muito menos seus respectivos marqueteiros. Em razão disso.....o descrédito só aumenta.