Que inicio de mês interessante o de maio de 2026. Quando o pior Congresso que o Brasil já teve ainda comemorava as agruras do Messias e mostrava toda a sua pequenez ao derrubar o veto do presidente Lula para salvar os condenados pelo golpe de 8 de janeiro de 2023, o governo não perdeu tempo. Prontamente anunciou que uma nova indicação deverá ser feita em breve para a vaga em aberto do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto a oposição resmunga nas redes sociais Lula está nos EUA, cumprindo agenda com Trump. Sobre o veto o presidente mostra tranquilidade e está bem assessorado. Segundo se sabe, renomados juristas já identificaram vícios de origem na manobra do Senado.
Ainda bem que a vida segue. No sábado a musicalidade latina tomou conta da Praia de Copacabana. A colombiana Shakira foi calorosamente acolhida por 2 milhões de pessoas. Uma estrela internacional totalmente comprometida com o Brasil, suas mulheres, e a unidade latino-americana. Quem estava lá percebeu a energia e os recados que vinham dela.
Na segunda, dia 4, na Rede Linkedin, dois artigos mereceram atenção. O primeiro de Julio Benchimol Pinto e o segundo de Edvaldo Santana. O professor Julio Pinto, sobre o Fantástico do dia 3, comentou sobre o especial da Globo China x EUA. "No primeiro episódio da série se comparou Xangai e Nova York: a China que planeja, executa e constrói em escala; os EUA, ainda gigantesco, mas com infraestrutura envelhecida, obras caríssimas e política em surto permanente". Como nada é por acaso, cabe uma isenta e oportuna reflexão. Num horário nobre com a audiência que tem, o que Fantástico colocou no ar foi com o aval da alta direção da Globo. (*)
Quanto ao professor Edvaldo Santana foi uma grata surpresa vê-lo na capa no jornal Valor do dia 4/5. Por conhecê-lo a um bom tempo vem minha admiração. Edvaldo tinha sido escolhido para falar sobre os dilemas contemporâneos. Nada mais justo e merecedor. O que ele escreve está na página A9 do jornal, que reproduzo um pequeno trecho: "O progresso não é mais limitado à nossa habilidade em criar, e sim à capacidade ética de decidir se devemos fazer. O dano é simultâneo à inovação." Cita como exemplo os datacenters, que chegam a consumir bilhões de litros de água por ano, mesmo se sabendo que a água é um bem vital e finito. Essa preocupação com o futuro sempre esteve presente no professor Edvaldo e nos seus artigos. Como nada é por acaso, lembrando que o jornal Valor pertence ao Grupo Globo, para um bom leitor o recado tá dado: devagar com o andor.
Portanto, de volta ao título, o que veio do Fantástico e do jornal Valor faz sentido. A opção que está sendo colocada pela oposição ao atual governo - é a pior possível. Sem um programa para a nação continuam chantageando o governo sem se importar com as consequências. A sociedade já percebeu que esse comportamento agressivo não faz bem para o Brasil e para o nosso futuro. Se sente desconfortável, mas não reage: sendo um ano eleitoral, o voto é a arma que se tem. A hora é agora, o caminho está dado e o que está em jogo também. Por isso vote consciente, o país que se quer não é o de ontem é o do amanhã.
(*) Julio Benchimol Pinto, é advogado, professor PhD pela UNB, pós doutorado em Oxford e Duke.
(*) Edvaldo Santana, economista, doutor pela UFSC, foi diretor da Aneel. Atualmente é conselheiro de empresas, consultor independente e articulista do Valor.