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sexta-feira, maio 18, 2018

Sustentabilidade: uma politica do bem


Porto Alegre sediou o Fórum de Geração Distribuída com Fontes Renováveis, dias 17 e 18 de maio. O evento ocorreu no Hotel Plaza São Rafael e contou com a presença de mais 400 participantes. O interesse por esse tema, energia mais limpa na nossa matriz energética, tem tudo a ver com as mudanças do clima,  desenvolvimento sustentável e mobilidade urbana. Para mim preocupações e desafios presentes, quando se estuda as tendências que nos levarão a repensar o futuro da humanidade.

Ao se identificar as prioridades  que precisamos enfrentar, tudo fica mais fácil. Salta aos olhos que a energia do sol vai estar presente na vida das pessoas nas próximas décadas. Apesar da distância que ainda existe, só vejo na energia solar fotovoltaica a fonte de energia que irá atender nossas necessidades futuras. Para dar suporte energético a projetos  sustentáveis e combater o aquecimento global, geração e consumo quanto mais próximos estiverem, melhor. E essa condição,  quem possui é a energia solar. (*)

Depois de 11 anos presidindo o Instituto IDEAL, que criei com alguns amigos em Florianópolis, reconheço que até pode haver uma certa dose de contaminação no entusiasmo que tenho por esses temas. Não escondo isso de ninguém. Sempre compartilhei meus sonhos no blog de OLHO NO FUTURO; sempre registrei que os sonhos não morrem. A motivação que temos no IDEAL, em parte se deve  por estarmos envolvidos com uma política do bem - a sustentabilidade. Mesmo sabendo que ainda há muito a fazer, nós estamos convencidos que é caminhando que se muda o mundo. E é isso que estamos fazendo.(**)

(*) Durante o evento Diálogos de Berlim governos, especialistas e investidores chegaram a um consenso: a energia solar é a energia do futuro. A mobilidade urbana, um dos grandes desafios das próximas décadas, também estará associada a energia elétrica solar.


(**) O Instituto IDEAL, fundado em 12 de fevereiro de 2007, com sede em Florianópolis, é privado sem fins lucrativos. Sua função: incentivar o uso das energias alternativas; contribuir com a legislação que dê amparo legal a essas fontes; promover o conhecimento;  qualificar a mão de obra; orientar investidores interessados nesse segmento. 

PS - Atualizado no sábado - pós evento: "A busca de fontes alternativas de energia, a incorporação de projetos sustentáveis  e a preservação do meio ambiente, ao contrário do que muitos pensam, são de nossa responsabilidade."

  

segunda-feira, maio 19, 2014

Sustentabilidade, desafio de todos

Passado o seminário ENERGIA + LIMPA, na sexta-feira fizemos o balanço do evento. O prêmio internacional que recebemos e a consolidação do concurso eco-LÓGICAS na América Latina, nos faz pensar nos desafios que virão. No próximo ano, a ideia é ampliar o debate sobre o tema da sustentabilidade. Pela sua abrangência e importância vai ser, por muito tempo, o grande debate da humanidade. É o que também pensa o professor da Universidade de Columbia (USA), Jeffrey Sachs.

Considerado um dos mais importantes economistas do mundo, o professor Sachs tem deixado seu recado por onde passa: "temos que descarbonizar a sociedade." Segundo ele, ou se migra para a sociedade de baixo carbono, baseada em tecnologia de ponta e energia limpa, ou ficaremos reféns de reservatórios vazios, cidades saturadas e com problemas de toda a ordem.

De passagem pelo Rio, o professor Sachs foi duro nas declarações: "vivemos uma crise acentuada. Precisamos de todos".  Conselheiro especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nas Metas de Sustentabilidade do Milênio, lançada em agosto de 2012, Jeffrey Sachs veio ao Brasil para o lançamento da Rede Brasileira de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável. O objetivo da Rede- mobilizar a sociedade civil e os setores científico, acadêmico e privado na busca por soluções sustentáveis para problemas de escala global, nacional e local.  (Fonte: Revista Plurale)

quarta-feira, novembro 27, 2013

Ainda sobre mobilidade

As festas do final de ano estão chegando e o último feriadão já mostrou o caos das nossas estradas. E o problema, me desculpem, não tem solução - é físico. As estradas não conseguem acolher o número de carros que dobrou nos últimos dez anos. Estima-se que 40 milhões de carros circulam no Brasil. E eles disputam o mesmo espaço físico com uma frota também crescente de caminhões. O Brasil optou pelas rodovias e abondou as ferrovias. Um erro histórico que várias gerações irão pagar. A Folha publicou no sábado um especial sobre o funil rodoviário, explicando as razões do funil rodoviário que tanto nos estressam. Segundo os estudos apresentados para resolver os dias de pico que afetam a saída dos paulistanos "só o governo destruindo a serra do Mar e fizesse  um tobogã de concreto no lugar". Se serve de consolo, em outros países o problema do funil em dias específicos também é uma realidade. É impossível planejar o sistema viário para atender esses momentos. Na China, onde os congestionamentos duram dias, nos feriados nacionais mais de 100 milhões de chineses buscam as estradas ao mesmo tempo. Até na exemplar Alemanha, com sua excelente estrutura viária, não impede que nos feriados e férias os alemães enfrentem grandes engarrafamentos.

sexta-feira, setembro 20, 2013

As araras agradecem

Sexta à noite no voo de São Paulo para casa acabei lendo a bela história de vida de uma sonhadora, a bióloga Simone Tenório. Paulistana como ela só, Simone saiu de São Paulo e se estabeleceu no interior da Bahia: seu objetivo salvar as araras. A espécie ameaçada conhecida como arara-azul-de-lear tinha sombra e se alimentava da palmeira licuri, só existente no sertão da Bahia. A arara-azul, uma das mais belas aves do Brasil, já não encontra mais a palmeira derrubada pelo desmatamento. O drama das araras sem palmeira mexeu com Simone. Para salvar as araras deixou o conforto de sua cidade natal e encarou o desafio de morar no sertão. Descobriu que no passado a comunidade fazia artesanato da palha da palmeira. Retomou a atividade incentivando as mulheres dos sertanejos a produzir cestarias. Com isso acabou o desmatamento das palmeiras e as araras voltaram a ter sombra e alimento. O trabalho de Simone além de trazer renda para as famílias da região assegurou a preservação de uma espécie ameaçada de extinção. (Fonte: revista de bordo)

quinta-feira, agosto 29, 2013

Água é vida

Tem coisas por aqui que a gente convive, mas não entende. Vinte anos para recuperar uma ponte é uma delas. Médicos hostilizados por médicos, porque aceitaram trabalhar nas comunidades e cidades onde os que hostilizam se negam a atender, é outro caso. O nordeste que continua sofrendo com a seca, é uma situação que a todos envergonha. A reversão do rio São Francisco, anunciada com todas as pompas, seria a solução do problema. As obras se arrastam no tempo e a prometida água não chega.

Podia procurar outros desses desencontros. Com certeza todos nós temos uma lista. Como a seca do nordeste talvez seja o mais antigo e dos mais graves dos nossos problemas, já que água é vida, vou me ater a ele. Sheila Sztutman, consultora de Israel no Brasil, chama a atenção de que há lugares em Israel que chove menos da metade do que no semiárido nordestino. No entanto, pela escassez de água, Israel desenvolveu tecnologia para aproveitar ao máximo a pouca água que tem. A irrigação é por gotejamento, a água pinga diretamente nas raízes das plantas, otimizando seu uso. O sistema de monitoramento desenvolvido em Israel, diminui as perdas no sistema de condução da água e um alarme é disparado quando ultrapassa 2% de perda. Só para efeito de comparação, no Brasil há Estados com mais de 25% de perda.  Ninguém merece.



quinta-feira, setembro 06, 2012

Sobre o futuro e as crianças

Sobre a minha mesa repousa uma das fotos que mais me agrada. É de 2007, primeiro ano do IDEAL, quando fui dar uma palestra na Escola Sarapiquá, a convite da Soninha. A escola, para quem não conhece, é referência em Florianópolis pelo padrão do ensino e engajamento às causas ambientais. O que mais me encanta na foto é o visível interesse do grupo. O tema, como não poderia deixar de ser, era sobre a energia do futuro. Ou melhor, sobre a energia que eles irão utilizar para se mover e viver.

Hoje, lendo o editorial do último exemplar da revista renergy voltei a me fixar na fotografia. O Editorial remete para as crianças de hoje a responsabilidade sobre a matriz energética do futuro. O que, num primeiro momento, parece um exagero e até algo descabido, numa leitura mais apurada passa a fazer sentido. A conscientização das crianças e adolecentes sobre o equilíbrio ambiental do planeta é determinante no consumo e, por consequência, na produção de energia. Nas próximas décadas, serão eles: consumidores inconsequentes ou cidadãos conscientes.  E cabe aos pais e aos educadores despertar essa consciência coletiva nas crianças, já que elas vão depender da energia do futuro.

Foto: Sônia Vill


PS-  O título do comentário é o mesmo do Editorial.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Economia sustentável: dever de todos

De 17 a 20 de outubro, em São Paulo, na Fundação Getúlio Vargas, participei como palestrante da oitava edição do Encontro Ibero-americano de Desenvolvimento Sustentável. Minha intervenção foi na área da energia limpa, fundamental na mudança de modelo de desenvolvimento. Outra constatação que veio do encontro é da necessidade de se compreender que esse novo modelo de economia verde ou sustentável: é global, não tem dono e exige a participação de todos. Em outras palavras o agente transformador é uma mistura do Estado, de empresas e de organizações da sociedade civil. Não há como prosperar sem o compromisso do conjunto.

quarta-feira, novembro 23, 2011

A preocupação com a terra

Em boa hora a presidente Dilma prepara um projeto para dificultar a compra de terras por estrangeiros. Segundo o Incra, 43 mil km² de terras estão registradas em mãos de estrangeiros. O alvo, segundo se comenta, é a China que através do seu fundo tem adquirido terras em vários países. O governo vem tratando essa questão como de soberania nacional. O limite máximo que o governo estabeleceu para a compra por estrangeiros é de 5000 hectares, variando por região. Outra dificuldade a ser acrescentada na nova legislação é impedir a compra de uma empresa brasileira, assumindo as propriedades rurais que ela possa ter. Também estabelece que nos casos dos bancos que venham a receber terras como pagamentos de dívidas não quitadas haverá cláusulas de "revenda obrigatória", no prazo de um ano. (Fonte: FSP, Valdo Cruz e Lucio Vaz)

terça-feira, outubro 25, 2011

Ainda sobre o Encontro Ibero-americano

O coordenador do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Ademar Bueno, faz um balanço positivo do 8º Encontro Ibero-americano sobre Desenvolvimento Sustentável, na Folha de S.Paulo de hoje. O encontro que ocorreu semana passada em São Paulo reuniu dezenas de palestrantes que debateram mudanças no modelo de desenvolvimento. Para ele está claro que o modelo econômico criado no século passado não serve mais para o futuro do planeta. Entrevistado pela Folha, Bueno destacou como a maior controvérsia a definição dos papéis de cada agente: governo, empresas e sociedade civil. No Brasil, sua percepção é de que as empresas estão mais abertas a essas mudanças. A sociedade civil se movimenta com timidez e o governo ainda não assumiu seu papel de cordenar as ações. Um dos objetivos da FGV é consolidar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão e aproximar ao máximo as iniciativas da Fundação com os mecanismos de cooperação internacional. Bueno destaca, que: "o tema da sustentabilidade e suas implicações são globais, as soluções também".

terça-feira, julho 12, 2011

A falência do sistema educacional

O anúncio sobre o alto índice de reprovação da última prova da OAB(80%) é um sinal de alerta. Se tívessemos provas de capacitação de outras profissões, provavelmente o resultado seria parecido. O ensino oferecido, pouco mudou: é muito parecido com o da minha época (me formei em 1972). Os jovens e os empregos de hoje são muito diferentes do que os do meu tempo. As universidades em geral, seus currículos e professores não acompanharam por inteiro essas mudanças. Isto, de certa maneira, frusta as expectativas dos jovens em relação ao que buscam na academia. Em recente artigo, Nizan Guanaes, que ressalta "não ser um educador, mas um empregador", identifica o sistema educacional como uma fábrica desempregados. E, exemplifica:"Uma prova disso é que, a despeito de sofrerem com o desemprego de 9%, existem milhares de postos de trabalho nos estados Unidos não ocupados porque lá, como em tantos partes do mundo, as pessoas não está sendo educadas para um novo mundo e os seus novos empregos". Os jovens estão sem referência. Sem o conhecimento adequado, falta motivação. Sem motivação não há emprego e sem emprego não há futuro. A saída está em aproximar ao máximo o conhecimento oferecido nas escolas técnicas e nas universidades das diferentes realidades e demandas dos jovens de hoje. "E o sistema educacional deve estar preparado para várias formas de ensinar", nos lembra Guanaes. Em La Paz, na Bolívia, participando de um debate com um grupo de professores de universidades de vários países, o relato do Coordenador da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, me convenceu dessa necessidade. Lá em função da demanda por empregos no setor da energia solar e eólica, a universidade precisou se adequar as necessidades da nova indústria, oferecendo aos seus estudantes conhecimento e capacitação para os novos empregos advindos do setor da energia renovável. Um exitoso processo onde o sistema educacional, de forma objetiva, entrou em sintonia com as demandas do país.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

O apagão do conhecimento.

Uma das questões que levantei no último seminário que participei no Rio de Janeiro foi a necessidade de se priorizar o conhecimento. Sem isso não vamos acompanhar as mudanças que se anunciam para as próximas décadas. O "apagão" do conhecimento é uma grande preocupação. Segundo a Bloomberg 3 trilhões de dólares é o que se projeta de gastos na transição para a economia de baixo carbono (empregos verdes). Serão recursos basicamente voltados para inovação tecnológica. No entanto, lendo os jornais de ontem mais preocupado fiquei. Segundo o MEC de 2005 a 2009 caiu pela metade o número de formandos nos cursos que preparam docentes para a educação básica, o que mostra um grande desinteresse pela carreira. Outra notícia assustadora é o alto índice de evasão universitária em São Paulo. Segundo o MEC, logo no estado mais desenvolvido do país, 27% dos alunos abandonaram o curso no ano de 2009. Sem gente qualificada não se chega a lugar nenhum. Não basta se abrir novos cursos e oferecer mais vagas. Precisa-se de um ensino de qualidade que dê condições para os jovens enfrentarem o ensino médio/profissionalizante e conteúdo para aqueles que optarem pelo ingresso nas nossas universidades.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Bem vindos ao Enem

Sábado pela manhã atravessei o campus da UFSC em direção ao Instituto IDEAL. Quanta vida. Milhares de jovens se movimentando, indagando, rindo, correndo. A razão de tanta energia era por causa de mais um Exame Nacional do Ensino Médio, conhecido como Enem. Este ano foram 4,6 milhões de alunos inscritos. Enquanto caminhava me perguntava: que país, além do nosso, tem esse potencial? E como, num curto espaço de tempo, se consolidam mudanças consideráveis na educação brasileira? O Enem, que no ano passado teve sua credibilidade ameaçada, volta agora com força total. Pelo que observei andando pelo campus o Enem veio para ficar. Há uma sintonia dele com os alunos. Percebe-se que ele vem vencendo as resistências naturais às mudanças e passa a ganhar a simpatia dos estudantes. As escolas, principalmente as privadas, que resistiam a idéia, já começam a olhar o Enem com outros olhos. Seus projetos pedagógicos passam por uma reavaliação justamente para adequar seu currículo e seu conteúdo com as propostas do Enem. Claro que um projeto dessa dimensão ainda tem muito que melhorar. Não se muda uma cultura, a do vestibular, de uma hora para outra. Os interesses econômicos que gravitam ao redor do processo de acesso as universidades (cursinhos, apostilhas e outros) são muito fortes. Está certo o Ministério da Educação em dar peso à prova, fazendo dela uma porta de entrada para as universidades federais. Quanto as imperfeições e as críticas, cabe ao MEC estar atento corrigindo e aperfeiçoando o Enem a cada ano.

sexta-feira, julho 30, 2010

Educação para sustentabilidade


Este nosso espaço com certeza não é lido por crianças. Mas já que todos estamos preocupados com o futuro, fica aí a sugestão para os pais indicarem o site abaixo aos filhos. Trata-se de uma boa iniciativa de interatividade desenvolvida pelo Portal das Energias Renováveis de Portugal. No espaço Cidade Sustentável a criança pode jogar on line, pintar e conhecer as diferentes fontes de energia e a aplicação destas na cidade.

http://www.energiasrenovaveis.com/images/upload/flash/cr/cron.htm