Que a seleção vinha se arrastando, todos sabíamos. Eu mesmo que não me considero entendido, já tinha comentado: contra o Chile o nosso goleiro foi o melhor em campo e contra a Colômbia os gols que fizemos foram de dois zagueiros. Ora, se o goleiro é destaque e atacante não faz gol- alguma coisa vai mal. Se olharmos para trás, a Alemanha foi a primeira seleção com reconhecida tradição no mundo do futebol que enfrentamos. E deu no que deu: um vexame! Não acredito que com Neymar seria muito diferente. Até acho que no jogo de terça, Thiago Silva fez mais falta que ele. A defesa estava uma verdadeira peneira e por ela entravam os alemães tocando a bola como se estivessem treinando. Do que li, após a histórica derrota, fico com o que disse o comentarista da BBC, Gary Lineker: "foi o jogo mais extraordinário, surpreendente, desconcertante que eu jamais vi". Pior do que essa derrota será não aprendermos nada com ela. Terça-feira, no Mineirão, a Alemanha nos deixou nu perante 60 mil perplexos torcedores. O futebol brasileiro precisa urgentemente ser repensado para que não se repitam novos vexames.
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quinta-feira, julho 10, 2014
domingo, junho 29, 2014
QUE SUFOCO!
Que o Chile ia dar trabalho, já sabíamos. Agora, que o sufoco fosse tanto ..... O Brasil ainda não convenceu. Até entendo que a pressão de jogar em casa deve ser enorme, mas está na hora de superarmos esta visível insegurança. Quando o melhor em campo é o goleiro, alguma está errada. Júlio César não brilhou só nos pênaltis, a defesa que fez no chute de Aránguiz - foi espetacular! Mas a Copa não para e está cada vez melhor. O próximo desafio é a Colômbia, outra pedreira. Jogou muito contra o Uruguai. No entanto, penso que vamos adiante. A torcida está animada e temos tradição. Afinal, ninguém tem cinco títulos por acaso. O que mudou é que as seleções estão bem equilibradas e os jogos mais disputados.
O que cabe destacar nessa Copa, já reconhecida por todos como a "Copa das Copas", é a surpreendente presença latina. Precisamos aproveitar esse bom momento do esporte e levá-lo para o campo da integração regional de forma a proporcionar prosperidade aos nossos povos. Sempre que posso registro a potencialidade que temos. Se soubermos aproveitar e criar políticas e estratégias de desenvolvimento, vamos longe. A América Latina recebeu o ano passado de investimentos externos, US$ 180 bilhões. Como ninguém rasga dinheiro, na economia como no futebol os latinos são a bola da vez.
O que cabe destacar nessa Copa, já reconhecida por todos como a "Copa das Copas", é a surpreendente presença latina. Precisamos aproveitar esse bom momento do esporte e levá-lo para o campo da integração regional de forma a proporcionar prosperidade aos nossos povos. Sempre que posso registro a potencialidade que temos. Se soubermos aproveitar e criar políticas e estratégias de desenvolvimento, vamos longe. A América Latina recebeu o ano passado de investimentos externos, US$ 180 bilhões. Como ninguém rasga dinheiro, na economia como no futebol os latinos são a bola da vez.
terça-feira, junho 17, 2014
Brasil e México, direto de Fortaleza
Ainda bem que sonhos não morrem, daqui a pouco vou realizar mais um: assistir um jogo da seleção em Copa do Mundo. Fortaleza está em festa, vestida de verde e amarelo. O México também está bem representado. São 6000 mexicanos que chegaram ontem em Fortaleza, de voos fretados e de navio. Depois do jogo (se conseguir) escrevo mais.
PS- enquanto os russos defendem as cores do seu país em gramados brasileiros, ontem o governo da Rússia interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia. O que antes era uma ameaça agora é real. Os efeitos politícos, econômicos e energéticos no mundo são imprevisíveis. Já tinha comentado sobre esse risco logo que a crise começou.
PS- enquanto os russos defendem as cores do seu país em gramados brasileiros, ontem o governo da Rússia interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia. O que antes era uma ameaça agora é real. Os efeitos politícos, econômicos e energéticos no mundo são imprevisíveis. Já tinha comentado sobre esse risco logo que a crise começou.
segunda-feira, junho 16, 2014
Dilma, não se abale, não passam de hipócritas mal-educados
Na quinta, dia da abertura da Copa, sai cedo de casa. Fui de carro para Porto Alegre, já que sexta pela manhã tinha uma reunião no Sindicato da Indústria Eólica do Rio Grande do Sul. Como não queria correr o risco de perder o jogo do Brasil, às 9 horas já estava em Criciúma tomando café. Meu vizinho de balcão, um senhor com jeitão de anos bem vividos. Na TV, o noticiário mostrava mais uma das tantas manifestações em São Paulo. De repente ele me sai com essa: "estou indignado com tudo que estão fazendo com a Dilma. Batem nela o tempo e é só por causa da eleição. O brasileiro é louco pela seleção, até isso eles conseguiram nos tirar para atingir a Dilma. Não ia votar nela, mas agora estou em campanha- vou fazer de tudo para elegê-la".
À tarde, em Porto Alegre, ligado no jogo do Brasil ouvi as primeiras vaias a presidenta Dilma. Normais em eventos esportivos, legitimas em regimes democráticos como o nosso. Depois das vaias, vieram as agressões: pessoais e grosseiras. Dilma, mulher, mãe e avó, impassível ao lado de sua filha ouviu uma elite capaz de pagar R$ 1.000,00 o ingresso para estar no setor VIP, com raiva gritar palavras impublicáveis nesse blog. Há quem diga até que deram um tiro no pé. Assim como meu vizinho de balcão, milhões de brasileiros ficaram indignados com o episódio que envergonhou o Brasil.
À tarde, em Porto Alegre, ligado no jogo do Brasil ouvi as primeiras vaias a presidenta Dilma. Normais em eventos esportivos, legitimas em regimes democráticos como o nosso. Depois das vaias, vieram as agressões: pessoais e grosseiras. Dilma, mulher, mãe e avó, impassível ao lado de sua filha ouviu uma elite capaz de pagar R$ 1.000,00 o ingresso para estar no setor VIP, com raiva gritar palavras impublicáveis nesse blog. Há quem diga até que deram um tiro no pé. Assim como meu vizinho de balcão, milhões de brasileiros ficaram indignados com o episódio que envergonhou o Brasil.
E afinal quem eram esses "indignados da hora"? Pela área nobre do estádio, não buscavam moradia e nem lutavam por salário. Segundo Miguel do Rosário, no seu blog de ontem, trata-se do pior que temos, uma elite atrasada que acha normal sonegar impostos, corromper parlamentares e financiar o que há de pior na política.
Ao que parece os mauricinhos e patricinhas cometeram um grave erro. Em sua arrogância ilimitada, acharam que estavam numa festinha privada das tantas que frequentam. Não estavam. O mundo inteiro testemunhou a pobreza de espírito, a agressividade e o preconceito que carregam no seu DNA.
O que se sabia dessa gente é que sempre "mamaram". Querem juros altos para viver bem. São 250 bilhões de reais por ano, que não vão para a saúde e a educação. Boa parte desses bilhões sai do Tesouro para conta dessa turma que ofendeu a presidenta com palavras de baixo calão (dá para construir um estádio da Copa por dia). Na abertura na Copa mostraram a outra face, são- além de hipócritas, mal-educados!
sexta-feira, junho 13, 2014
"Parabéns, presidenta Dilma" (por Florestan Fernandes Júnior)
"Onde estavam os políticos que festejavam a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam Lula, Sergio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jacques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Souza Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado do Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, ancoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa? Ontem coube a uma única mulher receber toda a agressão de uma torcida rica e privilegiada que conseguiu ingressos para o jogo de abertura de São Paulo. Uma elite raivosa que não perde a chance de destilar seu ódio de classe, seus preconceitos e falta de educação. Parabéns, presidenta Dilma - você não se escondeu nos palácios da República como fizeram os governadores, inclusive o senhor Geraldo Alckmin".
PS- Florestan Fernandes Júnior, é jornalista. Filho de Florestan Fernandes (1920-1995), exemplo de político e sociólogo reconhecido no mundo todo. Filho de peixe, peixinho é.
PS- Florestan Fernandes Júnior, é jornalista. Filho de Florestan Fernandes (1920-1995), exemplo de político e sociólogo reconhecido no mundo todo. Filho de peixe, peixinho é.
terça-feira, fevereiro 18, 2014
Que venha a COPA
Nesta semana Florianópolis recebe o Congresso Técnico da Fifa. É o primeiro evento oficial da Copa nesse ano. A preocupação do governo e dos organizadores é grande em razão do movimento que está nas ruas -contra o evento. Independente dos erros que possam ter acontecido, de comunicação, abuso das autoridades, despreparo de entender e administrar manifestações, o Brasil tinha todo o direito de pleitear, como o fez, ser sede da Copa. Agora a Copa é aqui. E a bola está conosco. Faz mais de sessenta anos que realizamos a Copa. Querer traze-la de volta para o país que tem o maior número de títulos, mais times, jogadores e torcedores, me parece bem natural. Se há interesses escusos por trás desse mega evento, que se apure e condene com rigor os responsáveis. Sejam eles quem forem: governantes, membros da FIFA e da CBF, empreiteiros ou dirigentes de clubes.
domingo, março 04, 2012
O Brasil é bem maior que a Copa
A Lei da Copa começou a ser debatida na semana passada no Congresso. Como sempre acontece, os tópicos mais polêmicos foram adiados para essa semana. Entre eles, o que mais preocupa é a volta da venda de bebida alcoólica nos estádios. Suspensa há algum tempo, a proibição foi um importante avanço que veio junto com o Estatuto do Torcedor. Liberar a bebida durante a Copa, para atender interesses comerciais da FIFA, é um grande retrocesso. Espero que nossos congressistas reflitam sobre isso e pensem no Brasil, que aliás é muito maior que a COPA.
domingo, setembro 25, 2011
Santiago Barnabéu - a casa do Real Madri
quinta-feira, setembro 22, 2011
Brasil: um país de oportunidades
Foi grande o interesse demonstrado pelos espanhóis nas apresentações que fizemos. Com a economia estagnada, a infraestrutura concluída e milhares de imóveis desocupados só resta a Espanha buscar novos mercados. Com acrise na UE a Espanha aposta seu futuro na América Latina. E, para eles, o Brasil é a porta de entrada. Com a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016, nenhum outro país terá tantas oportunidades como o Brasil. Na foto ao lado: eu, Luna, do Rio Grande do Norte, Mônica, a organizadora do evento, Marco do governo da Bahia e Sérgio, da prefeitura de Salvador, no meio de dois outros organizadores.
sexta-feira, julho 29, 2011
Aeroportos 2014: a luta contra o tempo
O Brasil foi o país que teve o maior aumento no número de passageiros em 2010. Nossos aeroportos receberam 19% a mais de passageiros em relação ao ano anterior. Para ter uma idéia do que esse aumento representa, a média global ficou em 4%. Portanto, os indicadores mostram que ficamos muito acima dos demais países. É inegável que por trás da estatística está a melhoria de vida das pessoas. O que é um bom sinal. No entanto, a preocupação maior é como vamos melhorar o atendimento dos nossos aeroportos sabendo que em 2014 temos a Copa e milhares de novos usuários. As obras se arrastam e o tempo não para. Quem conhece o setor aeroportuário sabe que os aeroportos modernos são planejados para horizonte de 30 anos. Até porque não faz sentido construir sem prever a demanda futura. São obras caras e complexas que precisam ter uma vida útil longa. Não estou vendo essa preocupação nas anunciadas "reformas" dos nossos aeroportos para a Copa. Planejar terminais modernos significa bons acessos, amplos terminais, opções de lazer para quem aguarda conexões, agilidade nas bagagens, pistas e pátios condizentes com o movimento das aeronaves. Espero estar errado e que façam dos nossos aeroportos uma boa porta de entrada para o Brasil.
segunda-feira, julho 11, 2011
Ainda sobre os nossos aeroportos
No dia em que mais uma vez o trem bala não decolou volto a comentar sobre a crise dos nossos aeroportos. No fundo, está tudo relacionado. Os aeroportos não podem ser tratados isoladamente, como um transtorno. Eles precisam ser concebidos como projetos integrados criando novas regiões de desenvolvimento. Não é o nosso caso. Estamos apenas tentando melhorar aeroportos já saturados, inseridos em áreas densamente ocupadas, com péssimas condições de acesso. Vejam, por exemplo, a opinião de um especialista, o consultor Douglas Targa, sobre o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Sem integrar o aeroporto com um transporte de massa eficiente, o aeroporto não se viabiliza. A distância entre São Paulo e Campinas é um impeditivo para quem viaja a negócios (70% do total), sobrando para Campinas atender no máximo, a demanda de lazer. Como o trem de alta velocidade, pelo que se viu hoje, está cada vez mais distante de se tornar realidade, o impacto nas estradas da demanda projetada para Viracopos irá levar mais de 1 milhão de pessoas por ano a se deslocar de Campinas para São Paulo, na Rodovia dos Bandeirantes. Os bem sucedidos projetos de aeroportos vem de fora. Não temos nenhuma boa experiência para mostrar. Os aeroportos mais modernos do planeta são projetados com capacidade de movimentar até 30 milhões de passageiros a mais do que o necessário. Até porque não há condições de se fazer aeroportos a toda hora. Tem que se ampliar a via útil ao máximo dos novos terminais. Infelizmente, vamos investir muito e sair da Copa numa condição muito aquém da ideal.
domingo, julho 10, 2011
Senhores passageiros apertem o cinto (e rezem) a Copa está chegando
Há quem diga, pelo tanto que falta, que 2014 é amanhã. Eu já não sou tão alarmista, 2014 é depois de amanhã. Entre as tantas coisas que faltam surgiu também agora a falta de futebol. Começamos mal a Copa América, muito mal! Empatar com a Venezuela e com o Paraguai exige uma atenção redobrada da nossa seleção. Um novo tropeço pode ser fatal para nossas aspirações em 2014. Afinal a Copa é depois de amanhã.
Deixando o futebol para o Mano resolver retomo o que me motivou comentar sobre a Copa que se aproxima. Lendo um caderno especial sobre os aeroportos brasileiros (publicado na FSP de domingo), a sensação de uma tragédia anunciada é muito forte. Nossos principais aeroportos estão saturados. Para modernizá-los até 2014 é uma tarefa quase impossível. Primeiro porque são os que se tem hoje, e vão precisar continuar operando. Segundo porque o fluxo de usuários vem crescendo a 12% ao ano. Terceiro porque as obras previstas irão impactar no funcionando dos atuais terminais que estão operando de forma caótica. Os aeroportos de Manaus, Natal, Guarulhos, Cuiabá, Brasília, Viracopos, Confins, Porto Alegre e Fortaleza já estão operando acima da capacidade. Imaginem reformar esses aeroportos até 2014. Só em 2010 os aeroportos brasileiros contabilizaram 73 milhões de embarques (71 milhões nos voos domésticos e 2 milhões em voos internacionais). São números que impressionam. Agora, em 2014 a previsão é que serão 226 milhões de passageiros que passarão pelos aeroportos brasileiros. Atender essa demanda não é com qualquer reforma.
Deixando o futebol para o Mano resolver retomo o que me motivou comentar sobre a Copa que se aproxima. Lendo um caderno especial sobre os aeroportos brasileiros (publicado na FSP de domingo), a sensação de uma tragédia anunciada é muito forte. Nossos principais aeroportos estão saturados. Para modernizá-los até 2014 é uma tarefa quase impossível. Primeiro porque são os que se tem hoje, e vão precisar continuar operando. Segundo porque o fluxo de usuários vem crescendo a 12% ao ano. Terceiro porque as obras previstas irão impactar no funcionando dos atuais terminais que estão operando de forma caótica. Os aeroportos de Manaus, Natal, Guarulhos, Cuiabá, Brasília, Viracopos, Confins, Porto Alegre e Fortaleza já estão operando acima da capacidade. Imaginem reformar esses aeroportos até 2014. Só em 2010 os aeroportos brasileiros contabilizaram 73 milhões de embarques (71 milhões nos voos domésticos e 2 milhões em voos internacionais). São números que impressionam. Agora, em 2014 a previsão é que serão 226 milhões de passageiros que passarão pelos aeroportos brasileiros. Atender essa demanda não é com qualquer reforma.
terça-feira, junho 14, 2011
O lobby da Fifa
Que no futebol não tem "santo", todo mundo sempre soube. Que os interesses por trás de uma competição como a Copa do Mundo são de toda a natureza - também se sabia. Também não é novidade que as regras estabelecidas pela Fifa para um país sediar a Copa dão a entidade poder absoluto sobre o evento, impondo condições muitas vezes obscuras. Mesmo assim a matéria publicada ontem pela Folha denunciando a Fifa de impor condições às sedes do Mundial, pressionando cidades a "cooperar" com seus patrocinadores, pegou muito mal.
Segundo a matéria, a Folha teve acesso a um "e-mail enviado em janeiro deste ano aos coordenadores das 12 cidades-sede e assinado por Carlos de la Corte, consultor do COL, solicitando que a chinesa Yingli seja contratada por oferecer serviços de energia alinhados com a Fifa".
Quando o Instituto IDEAL criou em 2007 o Projeto Estádios Solares foi no sentido de dar visibilidade a energia solar fotovoltaica no nosso país. A idéia foi bem acolhida e já temos confirmação de alguns estádios que incorporaram a solarização no projeto. Nunca foi nossa intenção promover facilidades, encobrir escândalos. Espero que estas obras sigam as exigências de uma licitação internacional, pautadas no preço e na qualidade, sem direcionamentos que possam vir a comprometer o processo de escolha. Afirmo, se assim procederem ganhamos todos.
Segundo a matéria, a Folha teve acesso a um "e-mail enviado em janeiro deste ano aos coordenadores das 12 cidades-sede e assinado por Carlos de la Corte, consultor do COL, solicitando que a chinesa Yingli seja contratada por oferecer serviços de energia alinhados com a Fifa".
Quando o Instituto IDEAL criou em 2007 o Projeto Estádios Solares foi no sentido de dar visibilidade a energia solar fotovoltaica no nosso país. A idéia foi bem acolhida e já temos confirmação de alguns estádios que incorporaram a solarização no projeto. Nunca foi nossa intenção promover facilidades, encobrir escândalos. Espero que estas obras sigam as exigências de uma licitação internacional, pautadas no preço e na qualidade, sem direcionamentos que possam vir a comprometer o processo de escolha. Afirmo, se assim procederem ganhamos todos.
domingo, maio 08, 2011
De volta a terra
Para muitos o melhor da viagem é a volta. Chegar em casa é muito bom. No entanto, o bom humor acaba ao passar por São Paulo. Cinco da manhã e as filas de entrada fazem voltas por um saguão apertado, totalmente impróprio para acolher brasileiros e estrangeiros que chegam do exterior. Um caos. As pessoas, como não tinham o que fazer, fotografavam e enviavam mensagens anunciando o que nos espera se as obras de infraestrutura não ficarem prontas até a Copa. Realmente o que vivenciei em Guarulhos nos desabona. O risco que corremos de pagar "um mico" durante a Copa é real.
segunda-feira, novembro 29, 2010
De volta a "terra"
Depois de duas longas e frias semanas trabalhando em Portugal e na Alemanha cheguei domingo às 23 hs em Salvador. Embarco daqui a pouco para Florianópolis. Como é bom estar de volta: mesmo com o que testemunhei na chegada em Salvador. Os serviços "prestados" no aeroporto de Salvador preocupam. Um avião lotado, cheio de turistas, e apenas um responsável pelo controle da imigração. As esteiras a toda hora paravam. As malas não apareciam. Quando colocadas, caiam. Uma zona! Sinceramente, temos muito que aprender e muito à fazer para não passarmos vergonha na Copa de 2014. Fora isso, e os graves acontecimentos no Rio, na Europa, o Brasil é a bola da vez. Todos reconhecem a boa fase que passamos e as oportunidades que estão por vir. No caso da energia solar, por exemplo, o projeto dos "Estádios Solares" que começou como uma idéia dentro do Instituto IDEAL, hoje é uma realidade muito bem recebida por todos.
quarta-feira, novembro 10, 2010
COPA : aeroportos lotados.
Ontem falei sobre a vitrine que vai ser a Copa. Agora visibilidade global é uma faca de dois gumes. Se tudo der certo é bom para todos. No entanto, se der errado, sai de baixo. Um dos grandes gargalos da Copa são os aeroportos. Quase nada foi feito e o tempo corre contra nós. Na foto ao lado, o já saturado Aeroporto de Congonhas uma quinta-feira a tarde. Fica o registro de um blogueiro preocupado com o futuro.
sexta-feira, agosto 06, 2010
COPA sob o olhar de todos
A visibilidade de uma Copa impressiona. A da África do Sul foi assistida por centenas de milhões de pessoas. Na do Brasil serão bilhões de pessoas. Os noticiários sobre a Copa já começam um ano antes. Há quem afirme, que a Copa de 2014 será o maior evento midiático do planeta. Estar na vitrine tem o seu lado bom: o país se projeta. Por outro lado, estar vitrine também tem risco. Um fracasso, um escândalo é visto e comentado por todos. No entanto, os desafios que estão colocados, desde do dia que o Brasil foi escolhido, todos conhecem. A nossa dificuldade de planejar, o deixar tudo para a última hora, o descaso com que é público, infelizmente, fazem parte da nossa cultura. Não é um problema da Copa. Em Florianópolis, por exemplo, a reforma da Ponte Hercílio Luz vai completar 20 anos. Ninguém sabe direito o quanto já foi gasto. Nessa semana, o contrato da reforma do antigo prédio da Câmara de Vereadores foi suspenso por graves irregularidades. Florianópolis, como todos sabem, está fora da Copa. Pelo que estou acompanhando acho que a Copa vai estar sob o olhar de todos (vide o comentário no blog). O que é muito bom. TCU, Ministério Público, imprensa estarão atentos vigiando obras e contratos. Da nossa parte, sem fechar os olhos, vamos ficar torcendo para que tudo dê certo: no futebol e na implantação dos projetos previstos para a Copa de 2014.
quinta-feira, agosto 05, 2010
COPA movimenta a econômia.
Os benefícios econômicos de uma Copa são incalculáveis. Boa parte dos recursos utilizados vão para a infraestrutura: estádios, aeroportos e mobilidade urbana. Todos permanecem depois da Copa. Muitos dos projetos dificilmente seriam implantados se não fosse a Copa. Um exemplo é o novo aeroporto de Natal, que será construído numa nova área de expansão da região metropolitana. Em funçaõ dele, uma série de novos investimentos já estão migrando para aquela região. Enquanto isso, Florianópolis, que ficou de fora da Copa, continua convivendo com o seu saturado Aeroporto Hercílio Luz. Não tenho dúvidas quanto a importância da movimentação econômica que a Copa trás para o país e, principalmente, para as cidades sede. As referências da Alemanha em 2006, com gastos de 32 bilhões de reais e da África do Sul agora em 2010, com gastos de15 bilhões de reais, são incontestáveis. As cidades e os países ganharam por sediar a Copa e se beneficiaram dos investimentos em infraestrutura. No Brasil, o maior gasto está previsto para a mobilidade urbana: serão 11 bilhões de reais. É claro que o retorno desses investimentos, diretos e indiretos, serão usufruídos pela população após os jogos da Copa.
quarta-feira, agosto 04, 2010
COPA gera emprego!
Excelente a matéria sobre a Copa publicada na edição nº 18 da Revista Primeiro Plano. Quando aborda o tema geração de empregos, os números impressionam. Eu diria que em termos de geração e qualificação dos empregos, a Copa é um momento único. A necessidade de se preparar mão de obra e qualificar pessoas em grande escala só mesmo num evento dessa magnitude. No Rio de Janeiro, por exemplo, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro há necessidade de se disponibilizar mais dez mil leitos além dos já existentes. Em hotéis desse nível a relação é de um empregado por quarto. As exigências para esse emprego, em função da Copa, vão além do usualmente exigido, preparando melhor a mão de obra. Se formos olhar para todas as doze cidades sedes e todos os setores envolvidos num megaevento como a Copa do Mundo, segundo estudo recente da Fundação Getúlio Vargas estamos falando de 4 milhões de empregos até 2014. Boa parte deles serão mantidos depois da Copa.
terça-feira, agosto 03, 2010
COPA 2014
Sou mais que um torcedor na próxima Copa. Temos projetos para ela. Há dois anos estamos estudando os "Estádios Solares". Sempre acreditamos que sol e futebol tem tudo a ver com o povo brasileiro. E os estádios, se solarizados, darão uma grande visibilidade para a energia solar no nosso país e para a América Latina como um todo. Embora as preocupações com o atraso das obras e do mau uso do dinheiro público sejam pertinentes, o Brasil tem todas as condições de fazer uma Copa exemplar. As diretrizes que estão sendo apresentadas, contemplando a sustentabilidade, a geração de empregos e a infraestrutura urbana, só pode deixar um legado positivo para o país. Em 2014, sessenta e quatro anos nos separam da última Copa que realizamos. Na de 1950, de errado, a única notícia que me lembro é a de que perdemos a final para o Uruguai. Aprendemos muito de lá para cá. Até mesmo no futebol. Tanto assim que ganhamos a Copa de 1958 e mais quatro outras. Temos todas as condições para fazermos uma bela Copa. Nos próximos 3 dias dessa semana vou comentar o que esperamos da Copa de 2014.
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