Que a seleção vinha se arrastando, todos sabíamos. Eu mesmo que não me considero entendido, já tinha comentado: contra o Chile o nosso goleiro foi o melhor em campo e contra a Colômbia os gols que fizemos foram de dois zagueiros. Ora, se o goleiro é destaque e atacante não faz gol- alguma coisa vai mal. Se olharmos para trás, a Alemanha foi a primeira seleção com reconhecida tradição no mundo do futebol que enfrentamos. E deu no que deu: um vexame! Não acredito que com Neymar seria muito diferente. Até acho que no jogo de terça, Thiago Silva fez mais falta que ele. A defesa estava uma verdadeira peneira e por ela entravam os alemães tocando a bola como se estivessem treinando. Do que li, após a histórica derrota, fico com o que disse o comentarista da BBC, Gary Lineker: "foi o jogo mais extraordinário, surpreendente, desconcertante que eu jamais vi". Pior do que essa derrota será não aprendermos nada com ela. Terça-feira, no Mineirão, a Alemanha nos deixou nu perante 60 mil perplexos torcedores. O futebol brasileiro precisa urgentemente ser repensado para que não se repitam novos vexames.
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