As cenas de grandes engarrafamentos se repetem a cada dia com maior intensidade. O que antes ocorria na véspera de grandes feriados, hoje faz parte do dia a dia das grandes cidades e das principais rodovias do país. O consumo de combustíveis fósseis e as emissões de carbono, ninguém mais discute. No fundo boa parte dos "engarrafados", quer é combustível barato e, de preferência, subsidiado. Os números envolvidos por trás dos subsídios dados à indústria de energias fósseis em 2011, representou 2,5% do PIB global - US$ 1,9 trilhão. Esta montanha de dinheiro, gasta contra a humanidade, agrava os congestionamentos, piora o clima, afeta o meio ambiente, as finanças públicas e o desenvolvimento sustentável. Quem afirma isso não é um "ongueiro", mas David Lipton, o segundo executivo no comando do FMI.
A matéria publicada na Revista biodieselbr /julho, trás um comentário meu de que o óleo diesel- combustível mais consumido no país, 58 bilhões de litros no ano passado- "está sendo subsidiado sem que a sociedade saiba nem quanto, nem porque". E, concluo: "a falta de informação tem efeitos profundamente negativos para o setor de energia, uma vez que a Empresa de Planejamento Energético- EPE - órgão do MME responsável pelo planejamento energético de longo prazo - faz seu trabalho com base em informações econômicas distorcidas. O subsídio encobre a realidade energética do país, reduz a competitividade das fontes renováveis e retarda a presença delas na matriz energética do Brasil".
PS- para não deixar passar batido os 7 X 1, que tão cedo não vamos esquecer, registro o que escreveu ontem o Macaco Simão - "Não foi um papelão, foi um pastelão! Quase morri! De rir! Como se diz no Ceará: o que dá para rir, dá pra chorar!". Transformar tragédia em comedia é coisa de gênio. Valeu Simão.
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