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quinta-feira, novembro 19, 2020

Mandatos coletivos, uma grande virada na velha política


                                                 Foto da campanha/Eleições 2020

A grande novidade dessa eleição foi a chegada dos mandatos coletivos. O que era uma possibilidade, virou uma realidade. Sem dúvida a ideia se consolidou e veio para ficar. Em Florianópolis, não foi diferente. Eu mesmo participei de um, o FORÇA SUS FLORIPA, em defesa do SUS. Quem nos representava, o médico Ricardo Baratieri, ficou como suplente. A curta caminhada que juntou pessoas preocupadas com a saúde pública, trouxe além do conhecimento a importância de se estar junto em momentos difíceis da vida.

Para quem já participou de outras experiências eleitorais, exitosas ou não, foi um prazer  encontrar uma nova forma de se fazer política. Juntar pessoas dispostas a dividir tarefas e compromissos, já é um grande desafio. Ainda mais quando as regras estabelecidas buscam o consenso e priorizam o diálogo. Nada além do que é a essência da política.

Infelizmente, regredimos na política por inúmeras razões. Parte se deve a uma sociedade dividida e a proliferação de partidos. O pós pandemia pode nos fazer repensar a vida. Quem acompanha o papa Francisco, sabe o que ele quer: um compromisso com esse novo mundo. Outros valores se fazem necessários, para a roda da vida girar. Entre eles, num lugar destacado, estão as questões ambientais e climáticas que vão exigir uma nova forma de gestão e de desenvolvimento.

Portanto, quanto mais diálogo houver mais transparente serão os mandatos. Políticos fechados nos seus gabinetes, focados nos seus interesses, de olho nas "rachadinhas"; com o tempo serão varridos da política. O crescimento das abstenções, votos nulos e brancos, é um sinal. O eleitor precisa ser reconquistado, com urgência. E não vai ser com auxílio emergencial e nem com fake news. O reencontro vai se dar com políticas públicas que lhe assegurem: o direito ao trabalho, a saúde, a moradia e uma vida digna. 

PS - O mandato coletivo veio para ficar. Dialogar é o caminho. Buscar o consenso faz parte do boa política. Simples assim.

 

quinta-feira, outubro 22, 2020

ACORDA, Floripa!


    Foto: Cristiano Estrela / Secom

Uma das cidades mais bonitas que conheço é Florianópolis. Só que o tempo está passando e corre contra ela. Da forma como cresce, em breve será insustentável. O centro é a ligação com o continente.  Um verdadeiro funil que desemboca em duas pontes, por onde passam cerca de 100 mil carros por dia. Pontes não são eternas e as nossas já dão sinais de fadiga. A resposta está no mar, de fácil acesso e boa navegabilidade. Essa condição é única, basta construir dois atracadouros públicos: um  na Baia Sul e outro na Baia Norte. Um projeto de rápida implantação, que ajudaria a Região Metropolitana se integrar. Simples assim.(*)

Para completar essa ideia tão óbvia, adicionaria algo mais futurista. Desafogar o centro oferecendo como opção, uma frota de micro ônibus elétricos. De uso público e gratuito, para circular pela região central facilitando a vida das pessoas. A mobilidade elétrica é uma realidade e a transição já está em curso no mundo. Quem está se propondo administrar Florianópolis, precisa estar de olho no futuro. 

Com a pandemia deu para ver como estão saturadas nossas ruas e vias. O que ontem era um problema, hoje virou um caos. Sem mudar radicalmente o planejamento urbano, não tem solução. Pesquisa recente da ANTP (Associação Nacional de Transporte Públicos) mostrou que 39% das 67 bilhões de viagens realizadas no país foi por meio de caminhadas. Para os especialistas, muito em função do preço da passagem e da qualidade do serviço prestado. Aliás, nada diferente do que temos aqui.(**) 

As ciclovias, sempre lembradas quando o tema é mobilidade urbana, também dependem do poder público. Quem é simpático a essa alternativa, precisa votar em quem está comprometido - com a mais saudável forma das pessoas se deslocarem. Ciclovia, não é pintar uma bicicleta no asfalto. Ela tem que ser segura e integrada para facilitar a vida dos amantes das bikes. Um grupo que cresce na cidade, mesmo se arriscando  no nosso trânsito caótico. Pedalar é muito bom, com segurança melhor ainda.... (***)

Por isso que eu sempre falo, voto tem consequência...

(*) Com a eleição em curso, em plena pandemia, uma nova ameaça paira sobre a nossa cidade. O governo autoritário do Bolsonaro pôs à venda o aterro central, com mais de 200 mil m². O eleitor precisa saber a posição de cada candidato  a prefeito sobre essa violência urbana. E os nossos  representantes em Brasília, o que dizem sobre isso? Ou para eles a prioridade é reduzir a área do Parque Nacional de São Joaquim?  

(**) Caminhar faz bem e pode ser pensado como política pública. Desde que se dê condições urbanas (calçadas decentes) e percursos de fluxo de integração com o transporte público.

(***) Na Europa as ciclovias são seguras e planejadas. Se integram numa grande malha. Em algumas cidades o deslocamento por bicicleta chega representar 40% da mobilidade urbana. Como seria importante para nós uma gestão que priorizasse essas mudanças.  

PS - A responsabilidade de propor o novo é bem maior do que repetir o velho; pois gera expectativa nas pessoas que acolheram as novas ideias. Mudar faz parte da vida. Quanto mais aqui, uma cidade submetida por décadas aos mesmos interesses.  

segunda-feira, outubro 19, 2020

Eleições 2020, voto tem consequência

Antes de votar, pense bem em quem votar. As eleições municipais já estão batendo na porta. A valorização do voto é meu mantra. Estou absolutamente convencido que as redes sociais, aqui no Brasil como lá fora, estão a serviço da desqualificação do voto. Como vimos em 2018, quem está na frente das pesquisas, não quer debater. Tá na moda, virou "estratégia de campanha". O eleitor que se dane; vai votar sem saber o que pensa o candidato. Se é que pensa...

Para me manter no tema que motivou o meu artigo Eleições 2020, sempre é bom lembrar que cada cidade é uma realidade. Florianópolis, por exemplo, tem suas potencialidade e fragilidades. A cidade cresce e a mobilidade urbana só se agrava. Outra situação que precisa ser priorizada nessa eleição, é a saúde pública. Com a pandemia as necessidades que estavam encobertas, se tornaram mais evidentes. 

Quanto a mobilidade urbana, não bastam promessas. Ela só vai melhorar quando elegermos uma proposta inovadora, descolada do passado. Que priorize ciclovias, um transporte coletivo de qualidade  e a implantação do transporte marítimo. A Frente Democrática, representada por dois professores universitários, Elson e Lino, está comprometida com essas mudanças. Se você  considera a mobilidade urbana um caos; agora já tem em quem votar. Simples assim. (*)

Já em relação a saúde pública, o que se projeta é uma demanda crescente por atendimento. O empobrecimento da classe média está fazendo as pessoas saírem dos planos de saúde e migrarem para a rede pública. Além desse movimento migratório, próprio da situação que o país passa, se somam os desempregados e o crescente número de trabalhadores informais. Portanto, sem ser alarmista essa é a nossa realidade. 

A resposta que me ocorre, é o fortalecimento do SUS. Basta ver o que seria do Brasil na atual pandemia sem ele. O maior plano de saúde pública do mundo, pasmem, é desconhecido pelo  ministro da Saúde. Declaração do próprio Eduardo Pazuello, em 10 de outubro. Se não bastasse essa desatenção, os recursos da saúde estão sendo desviados sem qualquer pudor. Aqui mesmo em Santa Catarina respiradores pagos, nunca chegaram.  

Embora nem todos saibam, a Frente Democrática inovou pensando na Floripa do futuro. Depois de duas décadas conseguiu juntar os partidos que querem mudança. E foi além, criou a figura do mandato coletivo para a Câmara de Vereadores. Não por acaso, nas duas áreas mais sensíveis da cidadania: saúde e educação. Uma verdadeira transformação no modo de fazer política: com transparência e participação no mandato. Quem representa o coletivo da saúde é o médico e  professor, Ricardo Baratieri. (**)

(*) Especialistas identificaram o impacto da pandemia na mobilidade urbana: temor do contágio afasta passageiros dos ônibus; cresce o número de pessoas caminhando; má conservação das calçadas ganham mais visibilidade; ciclovias existentes são insuficientes e inseguras; congestionamentos já estão voltando. (antes das eleições volto ao tema)

(**) Baratieri é um profundo conhecedor da Câmara Municipal e da cidade. Sua história de vida, formação profissional e seu mandato coletivo, está mobilizando as pessoas. O compromisso público de apurar as denúncias sobre a gestão da OS no Hospital Florianópolis, já mostra quem ele é.  

PS - Caro eleitor, boas e inovadoras opções estão ao seu alcance. Nada é mais soberano que o voto. Faça a sua parte, ajude a mudar a cidade. Florianópolis merece conhecer o novo, está cansada do troca troca entre os mesmos.