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segunda-feira, novembro 07, 2022

Brasil se livra do atraso e olha para o futuro

Enquanto caminhoneiros orientados estavam parados nas estradas e os golpistas em frente aos quartéis, Lula se prepara para a Conferência da ONU sobre o clima, no Egito. Em uma semana já fez mais pela Amazônia do que Bolsonaro em quatro anos. Assim que foi anunciado o resultado das eleições, Noruega e Alemanha de imediato liberaram recursos bilionários para a preservação da floresta. Em Brasília Alckmin, de forma transparente e republicana, começou a tratar do orçamento emergencial. São os bons ventos chegando.

Agora as prioridades são outras. Não tem mais "porteira aberta" na floresta. A interlocução do governo não é mais com os predadores; é com quer preservar a Amazônia. Todos serão bem vindos. O Observatório do Clima junto com a sociedade civil pede urgência no desmatamento zero da Amazônia. Antes mesmo de assumir a presidência, Lula já se comprometeu com essa pauta. O objetivo de sua ida a Conferência do Clima, não é outro senão reafirmar para o mundo nossos compromissos com as causas ambientais e climáticas. 

O retorno do nosso país ao cenário político internacional, está sendo muito aguardado. Admirado por todos, o Brasil volta a ser protagonista. Nos libertamos do atraso, da má fé, da negação da ciência e da proliferação do ódio. Foram quatro anos de obscurantismo, sem luz e sem brilho. A esperança está de volta, a felicidade também. Seguimos em frente, com redobrada atenção, cientes das nossas dificuldades e responsabilidades. A vontade de acertar é do tamanho do Brasil.

Na Conferência do Clima da ONU, Lula ao que consta estará acompanhado por Marina Silva e Simone Tebet. As duas tiveram um papel importante na sua campanha.  Com certeza também vão ter na composição da sua equipe. Conheço a Marina e sei da sua trajetória em defesa do meio ambiente. Quanto a Simone Tebet, mesmo sem conhecê-la a impressão que deixou foi a melhor possível. Com isso o presidente eleito sinaliza para a sociedade o compromisso de governar com a frente ampla, que não só lhe deu a vitória como defendeu a democracia ameaçada por interesses obscuros.  

PS - A partir dessa semana no blog e nas redes sociais, viramos a página. A eleição está resolvida, mesmo que alguns não queiram aceitar. Parte da sociedade, impregnada pelas notícias falsas, tomada pela irracionalidade, se desconectou da realidade. A eleição é passado, o governo que assume tem que valorizar a importância da democracia e o respeito as adversidades. Nas relações internacionais assumir o papel que já foi nosso, incorporando os grandes temas globais. O Brasil se libertou do atraso. Agora, meio ambiente, cidades inteligentes, mobilidade elétrica, empregos verdes, energia renovável: voltam a fazer parte da nossa pauta.   

    

quarta-feira, agosto 10, 2022

Assim como os Guarás os votos também migram



                            A volta dos Guarás - Foto de Guilherme Willrich e Fernando Farias

Quando recebi a foto acima do cineasta catarinense e amigo Zeca Pires, logo me encantei com a história. Os guarás estão de volta. Segundo os biólogos Fábio Olmos e Robson Silva, da Unicamp, a presença dos guarás no litoral sul é uma história de idas e vindas, cujo registro data de 1554. (Fonte Revista do Litoral, março de 2022) 

Uma recente publicação da Revista Brasileira do Ecoturismo, de junho, destaca a revoada dos guarás como um atrativo turístico a mais. Quase sempre em grandes bandos é um lindo visual. No Paraná há mais de 40 anos que não eram vistos. Em Santa Catarina também estavam ausentes por um bom tempo. Agora se tem registro em Joinville e em Florianópolis. Respectivamente: na bela Baía da Babitonga e no imenso manguezal do Itacorubi. 

Um detalhe interessante que apurei é que os guarás tem várias colorações. O vermelho mais forte é quando eles encontram um ambiente naturalmente saudável. Assim como os guarás os votos também migram. Eles também vem em grandes grupos, são eleitores cansados de tanta hostilidade que querem se reencontrar com uma sociedade desarmada e democrática. Que respeite o resultado das urnas e o acolha com civilidade. 

Depois de superada essa etapa, precisamos entender melhor o que aconteceu na eleição de 2018 no Brasil. Ao que parece, fomos submetidos ao que os estudiosos italianos estão chamando de hipnose coletiva. Um instrumento muito bem estruturado que ameaça a democracia. Através das redes sociais induz uma parcela do eleitorado a escolher a pior das opções - o autoritarismo. Nos EUA quando o Capitólio foi invadido por um bando de insanos, ninguém podia imaginar que aquelas cenas eram reais. Felizmente as apurações não param por lá. Ainda vão encontrar o que realmente acontecia no submundo do poder. 

PS - A partir do dia 12 estou de férias. Vou para Madison, no Wisconsin. Agenda cheia: os 40 anos do filho, acompanhar a gravidez da nora e curtir minha neta Catarina. Como os guarás também quero um lugar melhor para viver. Tanto assim que a volta já está marcada para puder votar.