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segunda-feira, outubro 21, 2013

O leilão do campo de Libra

Para o governo o resultado do primeiro leilão do pré-sal atendeu suas expectativas. Atingiu seus dois principais objetivos: político e caixa. Embora só um consórcio tenha se apresentado, não se pode desconsiderar a importância das empresas que se associaram a Petrobras. É gente grande e do ramo. O momento para o leilão foi de risco. As vésperas de um processo eleitoral um eventual fracasso ia repercutir muito mal. Por outro lado, o governo também estava de olho no caixa: são 15 bilhões que vão entrar. Outro ponto importante a ser considerado é que o pré-sal passa a existir, tanto em pesados investimentos como na ampliação da produção nacional. Essa conjugação investimento e produção assegura ao Brasil a autossuficiência em petróleo no médio e longo prazo. Estamos falando em mais de 10 bilhões de barris. Em 35 anos o campo de Libra vai repassar para o país cerca de 1 trilhão de reais. Sem parceiros, a Petrobras não teria condições de explorar o campo de Libra e o pré-sal. Só nesse ano seu déficit da balança comercial de petróleo e derivados atingiu o valor recorde de US$ 16,5 bilhões. Um valor absurdamente alto que exige pronta resposta. E ela só pode vir de um bom desempenho da Petrobras no pré-sal.

quarta-feira, abril 10, 2013

Eike e o "X" da questão


Já que ando comentando sobre petróleo, não dá para deixar passar as incertezas sobre o OGX- o principal “X” de Eike. Os papéis da menina dos olhos do senhor Batista, derreteram na bolsa na semana passada. Recuaram 22,9% em dois dias. E só esse ano o tombo já soma 61%. Segundo Denise Luna e Toni Sciaretta, o inferno astral começou no ano passado, depois que o OGX não cumpriu as metas de produção prometida. A produção anunciada de 15 mil barris/dia em apenas um poço, fracassou. O poço está produzindo 5 mil. A fraca performance operacional é fatal no ramo do petróleo. A decepção dos investidores com a empresa é grande. Além de registrar um prejuízo considerável, o "X" da questão de Eike está no jogo pesado que especuladores fazem nessa hora quando apostam na desvalorização das ações para ganhar.  (Fonte:FSP 6/4)

terça-feira, abril 09, 2013

Vida longa para a Petrobras


Sérgio Gabrielli foi por muito tempo presidente da Petrobras. Foi durante sua gestão que as reservas confirmadas de petróleo cresceram e os primeiros barris do pré-sal afloraram. Houve nesse período uma forte nacionalização em toda a cadeia produtiva. Os investimentos foram direcionados priorizando o Brasil e a produção também.

Em março, quando estive na USP, conversei muito com o Ildo Sauer sobre a Petrobras. Colega de Gabrielli  na diretoria da empresa, Ildo estava justamente revendo o artigo de Gabrielli sobre o futuro da Petrobras. O mesmo que veio a ser publicado na Folha na semana passada. O sentimento compartilhado pelos dois é que os ataques à Petrobras estão mais ligados ao jogo político e aos interesses do mercado do que a gestão passada.

Gabrielli destaca no artigo que nos últimos 10 anos o valor da companhia cresceu dez vezes. E que nenhuma empresa brasileira se aproximou tanto das universidades e centros de pesquisa como a Petrobras. Gabrielli assim como Ildo são professores universitários. Sabem quantificar a importância da rede de conhecimento que formou ao redor da cadeia produtiva de serviços, materiais e equipamentos para o futuro da Petrobras.  Sem isso não há prospecção, extração, produção e distribuição que resista. Vida longa para a Petrobras.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Um golpe de mestre

A oposição pode não ter gostado, mas a decisão do presidente Lula de manter o regime de urgência sobre os 4 projetos que regulamentam e definem as novas regras para explorar o pré-sal, foi um golpe de mestre. Colocar a discussão no colo do Congresso e estabelecer prazo, esvazia a CPI da Petrobras e alivia a pressão dos governadores do Rio, Espírito Santo e São Paulo para a manutenção dos benefícios na participação dos royalties. Já que estou falando de royalties, chega em boa hora essa discussão. Espero que prospere com a devida responsabilidade e isenção no Congresso Nacional. A matéria trata de bilhões de reais, concentrado em três estados e alguns municípios. Muito antes de se falar em pré-sal, como deputado, levantei essa questão. Através do PL 1618/2003, procurei dar uma destinação aos recursos dos royalties focada no meio ambiente, na educação e em ciência e tecnologia. Já naquela época, como justificativa do projeto, considerava o petróleo extraído na plataforma continental um bem da União, portanto de todos. Não tive o apoio necessário.

Um bom final de semana prolongado. Volto na terça.