Florianópolis, quando eu te vi me apaixonei. O amor se deu num piscar de olhos, aqui é o meu lugar. Muito jovem, recém formado, era verão de 1973. Sem lenço nem documento vim para a UFSC e morava numa república de estudante na Agronômica. Bons tempos, a cidade era outra. Talvez Floripa tenha sido a cidade que mais tenha mudado em tão pouco tempo. De uma Ilha sossegada a uma capital frenética que cresceu de forma desordenada. Por razões que não cabe relatar, quis o destino que por 10 anos (1996/2006), exercesse mandato como vereador e deputado federal. Por isso, penso que tenho legitimidade e conhecimento para falar sobre ilha uns dias antes do seu aniversário, 23 de março.
O motivo do artigo veio uma demanda que recebi nessa semana sobre a obra da SC
401, por estar completamente fora da realidade. Uma obra viária estruturante dentro
de uma capital precisa ter um olhar para o futuro. A intervenção que estão fazendo é um
remendo. A SC 401 essencialmente tem que incorporar uma faixa exclusiva para
ônibus, uma ciclovia segura e um acostamento decente. Qualquer projeto sem
contemplar essas três necessidades é uma obra que já nasceu atrasado no tempo.
Quando era vereador em 1996, se começava a discutir a
duplicação da SC 401. Um projeto bem completo que pensava em tudo que uma obra
dessa envergadura tem que oferecer. A SC 401 é a rodovia estadual mais
movimentada de Santa Catarina, ela cruza a Capital impactando a vida de milhões
de pessoas por ano. Para qualquer cidadão atento é inconcebível que passados
trinta anos está se gastando para implantar um remendo em cima de um projeto muito
pior do que aquele se tinha naquela época. Senhor governador Jorginho, senhor
prefeito Topázio, ainda dá tempo para corrigir.
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