sexta-feira, setembro 27, 2013

A dança das cadeiras no Congresso.

Como estava faltando partidos no Brasil, ontem criaram mais dois. Pelos jornais fiquei sabendo que um "é do Paulinho da Força". E o outro foi criado por um tal de Eurípedes Júnior, ex-vereador de Planaltina de Goiás. As primeiras declarações do fundador do Pros, esse é o nome do partido, retrata bem o despropósito dessa avalanche de partidos: "tem de tudo aqui dentro". É um bom começo. Pelo menos Eurípedes foi sincero. Assim como Kassab também foi, ao afirmar que o seu partido "não era de centro, nem de esquerda, nem de direita". Mas isso é só um detalhe, no fundo ninguém está preocupado com o que foi dito. Pelo que eu li, o interesse está na "dança das cadeiras" do Congresso Nacional. Já no primeiro dia, 47 congressistas negociavam a migração para as novas agremiações. Aparentemente, sem qualquer constrangimento. O troca-troca é uma prática antiga da politica nacional, que contribui para que partidos de aluguel proliferem e o descrédito da sociedade em relação politica cresça. A esperada reforma politica tem que criar restrições a formação de novos partidos. Valorizar a fidelidade partidária e acabar com as atuais aberrações que assistimos- é urgente. Sem a reforma, nada impedirá que a "dança das cadeiras" continue.

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