quarta-feira, dezembro 03, 2014

Operação Lava-Jato, é dando que se recebe

As ações da Operação Lava-Jato acabaram suscitando novas teses sobre corrupção e corruptos. Uma delas procura qualificar a corrupção em função do montante envolvido. Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia da USP, em recente artigo argumenta "que pequenos delitos não podem ser tratados da mesma forma que crimes devastadores". Outra linha que o professor segue, com a qual me identifico mais,  é o foco dado pela Operação Lava-Jato: o corruptor!

Esse personagem atuante mas aparentemente invisível da sociedade, é a grande novidade do momento. Figuras do primeiro escalão de grandes empreiteiras e fornecedores da Petrobras estão presos. Pela primeira vez suas fotos trocaram de coluna nas revistas e jornais, numa clara e definitiva prova do que sempre suspeitávamos: o poder econômico, literalmente, invadiu o político.  Esse fio condutor entre dois poderes, muito bem identificado no artigo "A corrupção no atacado", do professor Renato Ribeiro, contaminou relações e expôs a Petrobras e o país a uma situação de profundo constrangimento. (Fonte: DC 29/11)

Um gráfico com os custos de campanha publicados na Folha, no dia seguinte, reforçam a tese do professor Renato. A manchete fala por si: "Custo de R$ 5 bilhões faz campanha bater recorde". Na lista dos principais doadores - boa parte das empresas envolvidas na Operação Lava-Jato. Afinal, diz um ditado popular: "é dando que se recebe".

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