Tá aí um bom nome para o anunciado livro de Eduardo Cunha: Todos os Homens do Presidente. Por tudo que Cunha já falou e pelo muito que sabe, o livro pode até virar um filme. Nos EUA, na década de setenta, uma história de luta pelo poder e traição virou um livro recorde de venda: All the President's Man. Uma história real que acabou derrubando o presidente Nixon. Na época assisti algumas tomadas de cena rodadas no edifício Watergate, próximo do hotel onde ficava e onde tudo aconteceu.
O filme com Robert Redford no papel de Bob Woodward e Dustin Hoffman representando Carl Bernsten, dois jornalistas investigativos do Washington Post - foi um sucesso de público. O papel decisivo foi o do delator do golpe. Um personagem bem informado que era a fonte dos dois jornalista. Para preservar o informante, Bob e Carl o chamavam de "garganta profunda".
Recentemente um outro cineasta, José Padilha, escreveu no Globo sobre desonestidade intelectual (11/9). O artigo é mais um alerta para a esquerda brasileira do que qualquer outra coisa. Lembra que uma sociedade habitada por pessoas intelectualmente desonestas tende a ser uma sociedade cheia de conflitos. Numa única citação a Temer, Padilha comenta :"É evidente que Temer não poderia ocupar as posições que ocupou sem saber e sem participar do petrolão. Temer foi eleito na mesma chapa de Dilma duas vezes. Defender Temer também é ser desonesto intelectualmente". Como não há interesse em expor Temer, a vida segue.
E por falar em honestidade intelectual, que pisada na bola deu o Lula ao afirmar que: "a profissão mais honesta é a do politico". E só piorou com a justificativa que deu: "por mais ladrão que ele seja, todo ano tem que sair na rua para encarar o povo". Pode até ter sido um descuido diante da pressão que vem sofrendo, mas não devia ter falado o que falou.
PS- se Cunha vai atender minha sugestão de escrever um livro envolvendo "todos os homens do presidente", não sei. Se o fizer, vira filme: sucesso nas livrarias e no cinema. O original, de 1976, produzido por Alan Pakula - deu Oscar. A versão de Cunha, bem mais instigante que o escândalo de Watergate, se produzida por José Padilha, é Oscar na certa! Cunha já mandou seu primeiro recado: atende pelo nome de Moreira Franco.
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