segunda-feira, janeiro 28, 2019

Curitiba voltou ao que era. E o Rio continua aprontando


A gente pode falar o que quiser do Brasil, só não dá pra dizer que somos um país previsível. Aqui tudo pode acontecer num piscar de olhos. Com a saída do midiático juiz Sergio Moro de Curitiba, a cidade voltou ao que era. Em Brasília, onde se encontra, o ministro Moro é outra pessoa. Sua nova postura tem despertado a atenção. Seu silêncio é constrangedor. Afinal, em Curitiba deixou dois presos: um ex-presidente e um delator. 

O primeiro está preso por causa do segundo. Se não fosse a delação de Leo Pinheiro, Lula estaria livre. Sobre o delator, não há muito à comentar. Depois do que fez, só resta o tardio arrependimento. Na semana passada, Leo Pinheiro declarou que pagou um milhão de reais em propina para Humberto Martins, ministro do Superior Tribunal de Justiça. Se é verdade ou não só o tempo vai dizer. Agora já mostra que tipo de pessoa ele é. Cabe lembrar que a delação de Leo Pinheiro foi decisiva para o juiz Sergio Moro condenar Lula e abrir o caminho para Bolsonaro.

 Com a palavra o ministro da Justiça

E por falar no ministro Sergio Moro, a pergunta que não quer calar é sobre o Rio de Janeiro e as milícias armadas que continuam aprontando. Com o passar do tempo seu silêncio é insustentável. Não se trata mais de ilações sobre o crime organizado. São constatações. O "Escritório do Crime" existe. Os nomes dos que gerenciam a atividade criminal são públicos. As pessoas que gravitam em torno das milícias também. Daqui  a pouco vira série da Netflix. E o silêncio continua.


PS - A quem possa interessar: sobre Leo Pinheiro e suas delações já faz um ano que comento no blog (25/01/2018; 12/3/2018; 04/4/2018; 13/4/2018; 16/7/2018)

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