A gente pode falar o
que quiser do Brasil, só não dá pra dizer que somos um país previsível. Aqui
tudo pode acontecer num piscar de olhos. Com a saída do midiático juiz Sergio
Moro de Curitiba, a cidade voltou ao que era. Em Brasília, onde se encontra, o
ministro Moro é outra pessoa. Sua nova postura tem despertado a atenção. Seu
silêncio é constrangedor. Afinal, em Curitiba deixou dois presos: um
ex-presidente e um delator.
O primeiro está preso
por causa do segundo. Se não fosse a delação de Leo Pinheiro, Lula estaria
livre. Sobre o delator, não há muito à comentar. Depois do que fez, só resta o
tardio arrependimento. Na semana passada, Leo Pinheiro declarou que pagou um
milhão de reais em propina para Humberto Martins, ministro do Superior Tribunal
de Justiça. Se é verdade ou não só o tempo vai dizer. Agora já mostra que tipo
de pessoa ele é. Cabe lembrar que a delação de Leo Pinheiro foi decisiva para o
juiz Sergio Moro condenar Lula e abrir o caminho para Bolsonaro.
Com a palavra o ministro da Justiça
E por falar no
ministro Sergio Moro, a pergunta que não quer calar é sobre o Rio de Janeiro e
as milícias armadas que continuam aprontando. Com o passar do tempo seu
silêncio é insustentável. Não se trata mais de ilações sobre o crime
organizado. São constatações. O "Escritório do Crime" existe. Os
nomes dos que gerenciam a atividade criminal são públicos. As pessoas que
gravitam em torno das milícias também. Daqui a pouco vira série da
Netflix. E o silêncio continua.
PS - A quem possa interessar: sobre Leo
Pinheiro e suas delações já faz um ano que comento no blog (25/01/2018;
12/3/2018; 04/4/2018; 13/4/2018; 16/7/2018)
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