quinta-feira, maio 23, 2019

Turismo no Brasil vai de mal a pior

Em busca de informação sobre o governo Bolsonaro, por acaso li uma matéria sobre como vem caindo o interesse dos turistas pelo nosso país. Num primeiro momento até pensei que tivesse relacionado com o atual ministro e o seu noticiado envolvimento com candidaturas laranjas. Depois achei que tivesse a ver com o Rio de Janeiro, porta de entrada do turismo internacional no Brasil, e o caos causado por seus governantes. Novamente me enganei. O buraco é mais embaixo.


As pessoas estão nos tirando da agenda turística por "n" razões. A sociedade adoeceu e perdeu a alegria que tinha. A infraestrutura não ajuda e a insegurança é crescente. Os serviços prestados são caros e deixam a desejar.  Lais Lis e Giovannea Gravia, da Globo, foram atrás de resposta para saber  porque um país com tanta beleza natural recebe menos turista estrangeiro que o Museu do Louvre em Paris.


Antes que nos digam que Paris é a cidade mais visitada do mundo e o Louvre é o Louvre;  a mesma matéria nos informa que a Argentina recebeu mais turistas estrangeiros do que nós. Em 2018, 6,6 milhões de turistas estrangeiros nos visitaram, enquanto na Argentina foram 7,5 milhões. No ano passado a nossa taxa de crescimento ficou em 0,5%. No Peru e na Argentina, por exemplo, a taxa de crescimento foi de 10% e 7,5%, respectivamente.


Recentemente o governo  lançou o Plano Nacional do Turismo, com ele prometia dobrar o número de turistas que irão nos visitar até 2022. Não sou da área, mas arrisco a dizer que não passam de palavras ao vento. Ainda mais sabendo que o governo retirou do texto original do plano, qualquer citação ao turismo LGBT. Quem é do setor sabe,  esse  segmento é o que  mais cresce no mundo. (*)


Novamente vamos gastar milhões de dólares em feiras e com agências de publicidade para vender o Brasil lá fora. Só que lá fora, todos sabem o que estão fazendo aqui dentro.


(*) O atual presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, responsável pela implantação do Programa Nacional do Turismo, foi exonerado por decreto de Bolsonaro, na última terça-feira, 21. Ficou 11 dias no cargo. O que só confirma:  turismo no Brasil vai de mal a pior. 

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