A lamentável decisão dos EUA pode ter um pouco de tudo, só não foi uma surpresa. Em junho 2007, Trump já se achava "o senhor do tempo". Sem qualquer constrangimento, sinalizava para o mundo seu descompromisso com as mudanças do clima. Por mais que queira entender, não encontro resposta. Mesmo que tenha sido para defender a poderosa indústria do petróleo americana, historicamente alinhada aos republicanos, a decisão tomada não se sustenta.(*)
No mês passado, John Goodenough, com 97 anos, ganhou o Prêmio Nobel de Química. Sua pesquisa, as baterias do futuro. Segundo Goodenough, elas irão incorporar de vez a energia solar na vida das pessoas. Uma mudança de modelo, que irá revolucionar o mundo. Por pura coincidência, o novo Nobel faz parte da Universidade do Texas, terra do petróleo.
As baterias avançam rapidamente e logo ganharão escala. Trump sabe que a combinação inovação e mercado sempre geram grandes negócios. Abrir mão desse novo invento, que está diretamente associado as mudanças do clima, substituindo o uso do petróleo em larga escala, é um brutal equívoco. Chineses e indianos, não perdem boas oportunidades. Já lideram o mercado dos painéis solares e estão prontos para liderar o das baterias do futuro. E não vão faltar parceiros. Afinal, fazem parte do Acordo de Paris, junto com outros 200 países. Os americanos logo irão cobrar de Trump, pelo grave erro cometido.
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