Depois de três décadas e muitas incertezas quis o destino,
que o Mercosul e a União Europeia se aproximassem e firmassem um acordo
comercial histórico. Afinal, a União Europeia é o segundo maior parceiro
comercial do Mercosul, movimentando mais de 100 bilhões de dólares/ano em negócios
entre os respectivos blocos. Além disso, envolve cerca de 720 milhões de
pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões. Sem falar no fato mais relevante, na semana que Trump humilhava a Europa e ameaçava a América Latina.
A resposta dada pela diplomacia e não pela força, veio em
boa hora. Os dois blocos que vinham de namoro decidiram firmar uma relação
estável por uma série de interesses que envolvem relações comerciais e a
geopolítica. Como nada é por acaso, o Acordo saiu porque tinha que sair. As duas partes
envolvidas estavam sob ameaça e precisavam criar um foto novo de grande repercussão no mundo. Nasce um novo tempo de semear e colher, frutos de
uma relação respeitosa. Que os nossos produtos ganhem em qualidade e em valor
agregado.
A integração regional é um caminho longo, desafiador, mas
necessário. Em 2003, como deputado federal por Santa Catarina no Parlamento do
Mercosul, já tinha clareza que devíamos agregar novos países ao Bloco. Inicialmente trazendo o Chile e a Bolívia nos aproximando dos países Andinos e de um acesso fundamental ao Oceano Pacífico. O Mercosul ampliado é um projeto de Integração Regional.
Em 2015, na Universidade de Belgrano, em Buenos Aires, com dois colegas uruguaios e uma argentina, nos dedicamos a apresentar e defender como monografia de final de curso, o ainda incipiente debate de uma América sem Carbono. No ano seguinte em Quito, no Equador, na Sede da Organização Latino Americana de Energia, como presidente do Instituto IDEAL, tive a oportunidade de destacar a importância do conhecimento como fator de Integração Regional, numa cerimônia de entrega de premiação de pesquisa na área de energia no nono Concurso ECO-lógicas voltado para as universidades da América Latina.
Com o atual Acordo vamos construir juntos uma América Latina mais forte, incorporando ciência e tecnologia europeia de décadas, as imensas riquezas naturais do nosso Continente. Uma via de mão dupla com regras previamente estabelecidas, que vão permitir um trânsito de mercadorias lado a lado, quase que sem taxação alguma. Se vai dar certo, só o tempo vai dizer. No momento conturbado que atravessamos, o Acordo é uma luz de esperança. Até
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