A Sociedade do cansaço, coincidências...
Dia 26 de julho é a data comemorativa ao Dia Mundial de
Proteção aos Manguezais, instituído pela UNESCO em 2015. Através do Instituto
IMPAC estamos promovendo no Jardim Botânico de Florianópolis um evento que
conscientize a sociedade da importância dos mangues nas nossas vidas. Um desafio
e tanto, aproximar as pessoas de algo distante do seu cotidiano. Nem sempre os manguezais são acolhedores.
Que coincidência, foi justamente nesse período de grande
envolvimento e algumas frustações que foram superadas, que numa farmácia ofereceram o
“Guia da felicidade para tempos difíceis”, um pequeno livro sem fins lucrativos
da psicanalista, escritora e doutora em psicologia, Vera Iaconelli. Na página 20, a reconhecida autora nos faz refletir sobre algo que está contaminando a sociedade - para que tanta pressa?
Por outra feliz coincidência ela cita o filósofo coreano Byung-Chul
Han, autor do livro “Sociedade do cansaço”, um alerta sobre a maluquice que é a
produtividade constante. Para ele “o cansaço não é de cada um, ele é social". O
modo acelerado - do fazer – nos leva a ser impacientes com a sensação constante
da falta de tempo. O que para a nossa saúde mental é péssimo. Com base nisso,
Byung-Chul Han, desenha “o panorama patológico da sociedade atual, que inclui
doenças neurais como depressão, transtorno de déficit de atenção e esgotamento”.
Um combo pra lá de perigoso, que nos faz
pensar na vida que queremos.
Após filosofar, vem a indagação: o que os manguezais tem a ver com
isso? Aparentemente nada, mas em relação a uma sociedade cansada é uma possibilidade
de se encontrar com uma boa causa motivacional. Afinal, se trata de um projeto
que independe do tempo. Um longo processo de conscientização ambiental que vai
exigir compromisso e conhecimento. Uma visão de mundo diferente
dessa que estamos vivenciando. Pensem nisso!
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