sexta-feira, agosto 30, 2013

Ainda sobre os médicos

Foi uma cena patética, médicos brasileiros hostilizando médicos de fora que se dispuseram atender em locais e comunidades onde "nossos" médicos se recusam a ir. Que pobreza. Elisaldo Carlini, médico com 83 anos, de São Paulo, assim com eu, também se envergonhou com o que viu: "fico revoltado por saber que hoje existem centenas de municípios sem sequer um médico e, pior, que médicos são capazes de tomar tão odienta postura diante de colegas que vieram atender ao chamamento do povo brasileiro".

O preconceito não é só contra os médicos cubanos. A reação de setores médicos é contra a uma politica do governo que expos "uma corporação gananciosa e desumana", lembra na sua missiva o doutor Elisaldo.  No mesmo dia, Gonzalo Lacerda, médico uruguaio que veio pelo programa Mais Médicos, atendia uma pernambucana, na calçada, Helena de Araújo, atropelada por uma moto. Suas palavras: "graças a Deus ele estava aqui".

Outros exemplos e situações como essa do doutor Gonzalo vão se repetir por esse Brasil afora. Já que faltam médicos e sobram pacientes. Não é hora de hostilizar é hora de acolher. Quanta insensatez.

PS- na próxima semana vou estar em Lima, Quito e Caracas, apresentando o projeto ecológicas. Agora o concurso do Instituto IDEAL em Eficiência Energética e Energia Renovável, é para toda a América Latina.


Um comentário:

Thais disse...

Saudações!
Primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelos excelentes a sempre atuais temas aqui publicados e também por estar à frente com o Instituto IDEAL. A caminhada é longa, mas como disse Mário Quintana: "são os passos que fazem o caminho", coincidência o sobrenome...
Quanto à classe médica, muito se tem comentado, exaustivamente as mídias sociais transbordam de comentários de todos os tipos. Neste contexto, me vejo inclinada a concordar com a sua frase "não é hora de hostilizar, é hora de acolher". Muito em humildade a classe médica está em débito. Recentemente tive conhecimento que já no início da graduação a semente da discriminação é plantada. Busca no Google e procura ler sobre "Relatório Flexner". No Brasil, o ensino de medicina segue o modelo norte-americano, o modelo flexneriano.E o modelo flexneriano não forma pessoas para atuar em qualquer local mas, prioritariamente, em regiões onde se concentra o capital. Precisamos de profissionais nos confins do Brasil que estejam preparados para acolher uma realidade completamente diferente da que é subentendida na formação da maioria dos estudantes de medicina.
Desculpe-me se me excedi, este comentário foi quase um post...
Um abraço.