Não sei se é da idade (os 65 estão chegando), mas quando tem alguma coisa me incomodando, o "sofá" é o blog. Deixei a ILHA no sábado com duas espinhas atravessadas: o Caso Donadon e a manifestação dos ciclistas ocupando o Shopping Iguatemi, na última sexta-feira. O motivo da cobrança é a novela da construção da ciclovia no bairro, conforme previsto no Termo de Ajuste de Conduta de 2006. Como no caso do shopping as manifestações devem continuar, vou me ater ao vergonhoso desfecho do deputado Donadon.
Depois de sobrevoar a cordilheira dos Andes, coberta de neve, a caminho de Lima, me lembrei da fria que entrou o Congresso em manter o mandato de um deputado condenado. Confesso que não esperava. Donadon é do baixo clero, sem expressão politica e com um mandato bem acanhado. Pelas regras do jogo, se não evitou a condenação só pode ter aprontado poucas e boas.
Mais uma vez os congressistas expõem o Congresso e suas mazelas. De Porto Alegre o senador Pedro Simon foi duro: "foi um tapa na cara do povo". E alerta aos jovens para não esperarem nada do Congresso. "Só a pressão nas ruas pode impor as mudanças que o País precisa", conclui o sempre atento senador. Agora ninguém votou no homem. Parece até que houve o milagre da multiplicação dos votos. Nos jornais só falam no fim do voto secreto, instrumento que eles mesmos criaram para se proteger de votações polêmicas. O resto é conversa para boi dormir.
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