terça-feira, fevereiro 04, 2014

Os sonhos não envelhecem (parte IV)

Stephen Hawking é o principal cientista  da atualidade. Apesar de deficiente físico, Hawking é pop. Entrevistado no seu escritório em Cambridge pelo argentino  José Eldestein, sua história de superação é mais um exemplo de que os sonhos não envelhecem.

Os sinais de uma grave doença degenerativa apareceram muito cedo. O tempo de vida que lhe deram também foi curto. Embora se comunicando por aparelhos Hawking chega aos 70 anos, cheio das ideias e de seguidores. Durante esse tempo de convívio com a doença desenvolveu teorias e uma carreira científica única, fruto de sua paixão pelo estudo.

Aos amigos dizia "eu nunca quis ter pena de mim mesmo". Nunca escondeu sua doença e com todas as suas limitações, não se escondia: ia ainda podia. Percorreu o mundo. Do Caminho de Compostela a Antártica. Eldestein, o encontrou numa conferência no Chile, em 1997. E não esqueceu do que ele falou: "Quero fazer as coisas da melhor maneira possível. Obviamente, devido à minha deficiência, preciso de ajuda, mas sempre procurei superar as limitações de minha condição e levar a vida mais plena possível".

São inúmeros seus exemplos de perseverança, grandeza e de dignidade. O compromisso social  e político de Hawking pode ser apreciado tanto em suas declarações públicas quanto em seus silêncios. Em 2012 participou da cerimônia da abertura dos Jogos Paraolímpicos de Londres, onde declarou: "O grande sucesso dos jogos mostrou que os atletas com deficiência são como quaisquer outros atletas e devem ajudar a fazer com que as pessoas com deficiência sejam aceitas pela sociedade. Creio que a ciência deve fazer tudo o que for possível para prevenir ou curar as deficiências. Ninguém quer ser deficiente, se puder evitar. Espero que meu exemplo dê animo e esperança a outros que estejam em situações semelhantes, para que nunca desistam".

PS- a entrevista na íntegra foi publicada no caderno de Ciência da FSP (02/2/2014)    

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