Para quem assistiu a final da Copa dos Campeões entre Real Madri e Atlético, no último sábado em Lisboa, ficou maravilhado com o que viu- além de um jogão de bola, um bom exemplo para o mundo do esporte. A torcida espanhola de dois grandes e históricos rivais, literalmente, invadiu Portugal. Segundo consta, dentro e fora da campo, eram mais de 100 mil espanhóis. E fizeram do sábado uma festa "espanhola com certeza". Além da alegria que tomou conta das ruas da bela Lisboa, deixaram mais de 50 milhões de euros no país vizinho.
Escrevo sobre isso porque estamos há poucos dias da Copa. Depois de 64 anos, voltamos a sediar uma Copa. Embora nem todos gostem de futebol, o Brasil ainda é o país da bola: é o que tem mais times, mais jogadores, mais torcedores e mais títulos. E com toda essa tradição, vivenciamos algo até então impensável- a Copa está ameaçada. Longe de querer defender a FIFA, a CBF, obras super faturadas e gastos suspeitos, a preocupação maior é com a imagem do Brasil. Se a Copa virar "mico", perdemos todos. Até mesmo os que são contra ela. O fracasso de um evento mundial, seja em defesa do meio ambiente, de preocupação com o clima, sobre inovação e tecnologia ...ou sobre o esporte mais popular do mundo, provoca desconfiança e faz aflorar o pessimismo sobre a nossa capacidade de enfrentar adversidades. De minha parte vou torcer para a Copa dar certo e o Brasil ganhar mais uma.
PS- na minha vida profissional, sindical, política e agora de militante da inovação tecnológica e das energias limpas e renováveis, nunca compactuei com a corrupção. Para mim lugar de corrupto é na cadeia. Seja em relação a eventuais desvios nos gastos da Copa, seja em relação aos obscuros legados que nos prometeram deixar.
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