Hoje, se há um consenso nacional - é a necessidade da Reforma Política. No entanto, sua tramitação no Congresso é uma grande incerteza. O principal motivo, são os próprios deputados e senadores - que não votam contra os seus interesses (salvo as honrosas exceções de sempre). Para a maioria dos congressistas, a proliferação de partidos, 32 até agora, as emendas parlamentares, R$ 15 milhões/ano, o recente reajuste do Fundo Partidário, para R$ 1 bilhão, fazem parte da política pequena que se acostumaram a praticar.
Esperar que parta desses senhores a reforma política que a sociedade busca, desculpem - prefiro não comentar. Só quero registrar que a geleia política que estamos vivenciando, foi criada por eles e motivada por interesses menores. Não há espaço para tanto sigla dentro do pensamento sóciopolítico da humanidade, nos lembra Sérgio da Costa Ramos (DC 24/4). Para Sérgio, o que temos é o"clube dos insensatos"(DC 27/4). Aliás, uma bela definição para o que virou o Congresso Nacional. E o presidente do clube, Renan Calheiros, segundo Sérgio - "ainda vive porque o clube está com ele".
A crise política que vivenciamos, se deve, em parte, a uma base parlamentar desleal e inconsequente. Não há como esperar do Congresso, onde gravitam dezenas de partidos, iniciativas que atendam os interesses maiores da sociedade. A multiplicação dos partidos, compromete todo o processo democrático. Um Congresso sem grandes expressões políticas, tende a ser conservador. Guardo até hoje as palavras do Dr. Ulisses, num jantar em sua casa, na década de 80: "no futuro, o risco que corremos é ter um Congresso pior que o atual. Com muitos partidos e mais conservador".
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