Jorge Chediek, representante da ONU no Brasil, durante sua palestra em Florianópolis (24/4).
Como faz bem ouvir bons palestrantes. Jorge Chediek, que representa a ONU no Brasil, com certeza - é um deles. Bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica da Argentina e mestrado em Relações Internacionais, pela Universidade de Georgetown (EUA), deu uma aula sobre o mundo e os futuros desafios da humanidade.
Resgatou no passado distante a criação do Banco Mundial, da ONU e dos Médicos sem Fronteira. Lembrou que esta última organização, reconhecida no munto todo pelo trabalho que presta, nasceu na África. O motivo, um só - porque não havia médicos.
Lembrou que projetos exitosos brasileiros tiveram o apoio da ONU. A Embraer, por exemplo, terceira maior fabricante de aviões do mundo. Os Correios e o próprio cultivo da soja, que tem no Brasil a liderança global no ranking das exportações. Ressaltou que o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo, entre os anos 50 e 70.
Lamentou que poucos reconhecem o trabalho da ONU. Atacada pela direita e pela esquerda, a ONU procura alertar os países para os grandes desafios. Já identificou que os países mais avançados irão conviver com o terrorismo, tráfico de pessoas e drogas, migrações fora de controle e epidemias. Um quadro nada animador.
Ressaltou que os atuais padrões de consumo de alguns países, são insustentáveis. Precisaríamos dos recursos naturais equivalente a sete planetas - e só temos um. A nossa degradada e cansada Terra.
Por isso é muito importante a sociedade se conscientizar das nossas limitações. Entender que SUSTENTABILIDADE não é só uma questão ambiental. É política.

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