Na minha opinião, é inaceitável que um postulante a prefeito, por exemplo, tenha cinco vezes mais tempo para falar sobre o que pensa fazer sobre a cidade que quer governar, que outros que também buscam - legitimamente - o mesmo objetivo. O que comento aconteceu em Florianópolis, como sei que deve ter ocorrido em outros milhares de municípios. O resultado desses interesses obscuros e difusos que se formam, sob o ponto de vista eleitoral: é injusto e desigual. Quando exitoso nas urnas, seu futuro é incerto e preocupante. Afinal, não é tarefa fácil governar uma cidade com tanto padrinho para atender.
PS - no último debate entre os candidatos de Florianópolis, um retrato fiel desse meu comentário. Na minha opinião, as melhores intervenções foram dos candidatos que tiveram menos tempo no horário eleitoral. Só que dentro dessas regras, bons candidatos ficaram sem o tempo necessário para apresentar suas ideias aos eleitores. É óbvio, que nas urnas "esse pequeno detalhe" pesa muito. E, acreditem: na maioria das vezes define uma eleição.
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