Centro do Rio, final da tarde, dia 30. (Foto O Globo)
Resistir é preciso, tanto pode ser um livro (Alípio de Freitas/1981), como uma manifestação de estudantes, um recado de Angela Merkel ou uma matéria do The Economist. Todos os casos lembrados, direta ou indiretamente estão relacionados ao Brasil. Com exceção do livro, os demais são fatos ocorridos nessa semana. Portanto, quase quatro décadas se passaram desde que o livro foi publicado e ainda precisamos resistir. Será esse o nosso destino?
Até pode ser. As ruas tomadas por jovens nos últimos dias 15 e 30 de maio, em defesa da educação, apontam que sim. Duas memoráveis manifestações, que trazem esperança. São fatos, não "fakes". É a juventude se movimentando de olho no futuro, com alegria, entusiasmo e consciência. Não querem armas, querem livros. Não são agressivos, só querem respeito. O movimento é legítimo e se espalha pelo país.
No mesmo dia 30/5, por pura coincidência, em Harvard, a primeira ministra da Alemanha, Angela Merkel, era ovacionada pelos estudantes da famosa universidade americana. Durante a sua palestra, Angela desafiou os alunos de Harvard a "derrubarem os muros da ignorância". Só mesmo uma estadista para resumir em poucas palavras a necessidade de se resistir e de sermos libertários.
Em Londres, também por pura coincidência, na mesma semana, The Economist, a principal revista de economia do mundo, fundada em 1834 na Inglaterra, surpreendia a todos pela sua ousadia editorial. O alvo foi o presidente do Brasil. Não li, mas parece que pegaram pesado.
Em poucos meses de governo, nossa imagem no exterior é a pior possível. Aqui dentro, diante de tanto absurdo, a cidadania aos poucos se mobiliza e reage. Motivos não faltam. A oposição ficou por conta do próprio governo e do seus desencontros diários. As boas novas estão vindo das ruas. Por isso, resistir é preciso. Que venham novas manifestações.

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