Segundo o INPE,
ao longo desse ano foram identificados 90.500 focos de incêndio. As imagens do INPE coincidem com as da NASA. E como os dados da NASA
o governo não discute, aceita, a polêmica está superada. As desculpas ao INPE não vieram e nem seu diretor exonerado foi reconduzido ao cargo. Outro ponto de grande constrangimento
criado pelo presidente, foi querer vincular as
queimadas as ONG's que atuam na Amazônia. Até que Bolsonaro tentou, mas a associação foi tão absurda que não deu
certo.
As queimadas
continuam e seus efeitos político, ambiental, econômico e social, ainda vão
repercutir no mundo todo por muito tempo. Aqui no Brasil, felizmente, a
sociedade de forma majoritária se sensibilizou com o ocorrido como mostra a
pesquisa Datafolha publicada no domingo. Para 75% dos brasileiros, o interesse
internacional na Amazônia é legítimo e a floresta corre risco.
A pesquisa
também mostra que o desempenho de Bolsonaro em relação as queimadas foi
desastroso. A maioria dos entrevistados considerou ruim ou péssima a
participação do presidente nesse episódio. Outra informação importante da
pesquisa está relacionada às reservas indígenas. A maioria dos brasileiros
não concorda com a intenção do governo de reduzir essas áreas.
Mesmo com toda a
repercussão que o caso está tendo, a Amazônia continua em chamas. E os
interesses escusos seguem por lá: desmatamento ilegal, ocupação de áreas de
preservação, na redução das reservas indígenas e as crescentes queimadas.
Enquanto o governo não assumir a responsabilidade que lhe cabe, o risco de se
perder a floresta é grande. A exigência de uma outra postura dos nossos
governantes em relação a Amazônia depende de nós. A pesquisa aponta que tem
clima para mudar o jogo. Vamos em frente. Resistir é preciso.

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