A escolha é sua: ou fica anestesiado pela Aneel e suas incoerências, ou assume os ensinamentos de um Prêmio Nobel. Já fiz minha escolha 15 anos atrás, vou ver o sol chegar. Agora ainda mais motivado por um senhor de 97 anos. Estou fisicamente muito perto de John Goodenough, em Austin, na Universidade do Texas. Mas muito distante do seu conhecimento e de sua história de vida. Queria muito entrevistá-lo, afinal temos um pensamento em comum: " as pessoas vão ter que aprender a viver da energia que vem do sol."
Ao contrário da decepção que muitos tiveram com a Aneel, sempre tive um pé atrás com pessoas que estão em zona de conforto. Uma expressão que está na moda, que quase sempre neutraliza a inovação, retarda investimentos e desencanta os que querem mudar. Os argumentos utilizados pela agência, claramente foram nessa direção. Frear o crescimento da geração distribuída.
Nunca tinha visto nada igual. Um setor estratégico para qualquer país como o da energia elétrica, se mobiliza criando emprego e conhecimento. Quando do nada, como obra do atraso, se mudam regras para inibir o seu desenvolvimento. A reação do setor foi imediata. Dos indignados aos decepcionados, ninguém se calou. Com a palavra a Aneel. Assim como Hermann Scheer e John Goodenough, já me decidi: vou continuar defendendo a energia que vem do sol.
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