Na sexta-feira passada, 25, Jane Fonda foi presa pela terceira vez. Prestes a completar 82 anos, o que leva essa "senhora ativista" ser tão engajada como ela realmente é. Depois de uma semana cheia de manifestações de rua no Chile, na Argentina e no Equador, me ocorreu comentar sobre a importância de se protestar.
Com a vida resolvida, filhos e netos, milhões de livros vendidos, a vontade de Jane Fonda abraçar causas libertárias faz dela uma pessoa diferenciada. Em 1970 foi presa pela primeira vez, no seu retorno para os Estados Unidos vindo do Vietnã onde fora protestar contra a guerra. Dizem os historiadores, que seu papel mobilizador foi fundamental nas grandes manifestações de rua que levaram o governo americano recuar e por fim a guerra.
Todas as bandeiras abraçadas nas últimas cinco décadas por Jane Fonda, até hoje se fazem presentes: a luta pela igualdade dos direitos das mulheres; o fim dos conflitos armados; as mudanças climáticas. Não sei porque me veio a vontade de comentar esse assunto. Talvez por vivenciar a violência crescente, o petróleo poluindo as praias e a Amazônia em chamas.
No Brasil o que não falta são boas causas para as pessoas se engajarem. O que talvez nos falte é acreditar que vale a pena lutar. Mostra a história que a omissão sempre é o pior caminho.
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