A capa da ZERO HORA, do dia 19, é uma referência aos bons ventos do Sul. A retomada de projetos de geração eólica no Rio Grande do Sul está sendo esperada pelos gaúchos. Muito em função de investimentos previstos da ordem de 5 bilhões de reais em novas linhas de transmissão e subestações; que trazem um "sopro de otimismo".
Segundo a matéria as usinas eólicas já instaladas, representam 21% da matriz energética do estado. O que coloca o Rio Grande do Sul, em quarto lugar no ranking nacional. Com 80 parques eólicos instalados, fica abaixo do Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.
Embora as condições de vento e os investimentos esperados no sistema possam alavancar novos parques eólicos, o governo errou ao se desfazer dos parques eólicos que pertenciam à Eletrobras em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no sul do Estado.
Sobre essa venda, que só ganhou quem comprou, já me manifestei no blog do dia 10 de agosto. O que me trás de volta ao assunto, é uma nova leitura do desatino que fizeram. Quando se vende um ativo bem abaixo do preço, à rigor está se tirando um possível investidor da expansão no sistema de geração. Ele já se satisfez com a compra que fez. Simples assim.
A mineira Omega Geração que comprou os parques eólicos da Eletrobras, pelo valor que pagou, dificilmente encontrará outro negócio tão bom. Nesse caso em particular, o Rio Grande do Sul não tem nada a comemorar. Nem novos empregos e nenhum MW a mais no seu sistema. Só ganhou quem comprou. Os responsáveis por ter negociado um bem público, em plena pandemia, de forma precipitada e desnecessária, precisam explicar o que fizeram.
Um comentário:
Uma barbaridade. Mais uma doação.
Postar um comentário