sexta-feira, novembro 29, 2013

As energias limpas e a China

Entramos no terceiro e último dia da RENEX, na FIERGS, em Porto Alegre. Hoje a tarde a programação é quase toda de responsabilidade do Instituto IDEAL. Depois de dois dias com forte presença do setor eólico- chega a vez do sol. E não poderia ser diferente: segundo o presidente da FIERGS, o Rio Grande do Sul vai receber 10 bilhões de reais de investimentos em parques eólicos nos próximos 5 anos.

Por isso a discussão que me parece oportuna é se seremos importadores de tecnologia, ou não. Poucos falam sobre isso. As viagens de negócio que antes priorizavam a Europa, agora tem  outro destino- a China. Líder no setor eólico a China é também a maior fabricante de placas fotovoltaicas do planeta. Como enfrentar essa forte presença chinesa no mercado internacional é a grande questão.

Lendo os comentários do publicitário Alfredo Fedrizzi sobre a velocidade das transformações sociais, econômicas e políticas em curso na China, cresce a preocupação sobre as nossas reais condições de enfrentar a onda chinesa no campo da energia renovável. (Fonte: Zero Hora, 29/11);

Um dos grandes problemas da China é a poluição. O novo líder chines, Xi Jimping, já se decidiu por combatê-la. A nova matriz chinesa vai contemplar cada vez mais a energia solar e eólica. Num país onde a economia não para de crescer e consome cada vez mais energia (só a classe média é da ordem de 400 milhões de pessoas),  dá para atender  como só o mercado interno tem escala suficiente para tornar seus produtos mais competitivos em relação a qualquer outro país.

Na área do comércio os chineses também tem história. São hábeis negociantes. É o maior exportador do mundo e tem 500 bilhões de dólares para investir. Fica a pergunta: quem não quer se relacionar com um parceiro como esse?

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