sábado, abril 06, 2019

Na CCJ: a indefensável reforma de Guedes

A Reforma da Previdência de Bolsonaro e Guedes finalmente chegou às ruas. De repente as pessoas começam a entender melhor às maldades que ela carrega. O tema foi deliberadamente esquecido durante todo o processo eleitoral. E por uma única razão: tira voto. Simples assim.


Perto de completar 100 dias, o governo Bolsonaro derrete. Não dá para atribuir só à reforma a derrocada nas pesquisas. Afinal, as trapalhadas são tantas que se torna impossível identificar a causa. "No fundo é o conjunto da obra", me afirma Adamastor lá de Brasília.


Com uma boa aposentadoria e com tempo, seu Adamastor saiu de Rio Grande e foi direto para a Câmara, em Brasília. Botou na cabeça que queria ouvir o ministro Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça. Ainda não voltou, anda por lá sentindo o clima, como comentou.


Sempre fui muito discreto em relação "aos amigos do café", até porque não sei direito quem são. Seu Adamastor, por exemplo, tenho quase certeza que votou no Bolsonaro, mas não pergunto. Pelos comentários que fez da Audiência Pública na CCJ, a impressão que me deu foi de uma profunda decepção com Guedes e Bolsonaro.


Diante da confusão que se deu, o silêncio dos governistas chamou a atenção. Embora em maioria, os "bolsonaristas" não moveram um dedo para defender Guedes. Seu Adamastor ficou sem entender. Até compreendo sua angústia. Muitos brasileiros desatentos, que votaram em Bolsonaro, também estão sem entender. No fundo o que está acontecendo com a reforma é que ela carece de legitimidade. Não foi sequer citada durante a eleição, como se não fosse do nosso interesse.


O capitão Bolsonaro, que se aposentou com 33 anos, virou presidente. Como deputado federal sempre se posicionou contra a reforma da previdência, agora prisioneiro de  Guedes e do mercado não sabe para onde correr. A reforma é cruel e ele sabe disso.  Os mais prejudicados serão os de sempre: idosos desempregados e sem tempo de contribuição  para se aposentar.   


Nenhum comentário: